Meu CEO Insuportável
Capítulo 1 + . • . Rotina . • . +

Pov's Sophia Carson — Srta. Carson. — Meu adorado chefe me chamava. — No quê está pensando? Ah, se pudesse lhe responder sinceramente eu diria – Em matá-lo asfixiado e depois sentar- me nesta sua cadeira tão confortável e cara. Mas voltando a vida real, devemos ser amáveis para ter o pão de cada dia. — Pensava que talvez o Sr. Han, não vá gostar do presente que o senhor ordenou-me comprar. — Respondi ocultando meus pensamentos. Sacar assuntos como esses do nada, eram de extrema importância para me manter empregada e não em uma cela de prisão feminina. — E posso saber porquê ele não gostaria? É um relógio valioso e combina com a decoração da casa dele. Olhei para o objeto embalado sobre a mesa do CEO e respirei fundo para prosseguir com meus argumentos, ao invés de seguir meu instinto de estrangulá-lo. — Sr. Heughan. Como estudante da cultura chinesa, posso lhe dizer que eles acreditam que este tipo de presente tem como significado a morte e o chá de crisântemo que prepararam para a reunião, em chinês soa como “ aquilo”. — Pode ser mais clara? — Ele parecia não ter entendido mesmo. — Sua "terceira perna", por assim dizer. — Disse apontando para a virilha de meu chefe. Apesar do tempo que levávamos trabalhando juntos, nunca tínhamos chego a uma conversa tão constrangedora. — Se é mesmo assim ... — Ele elevou a mão, coçando a nuca, nitidamente sem graça. — Dê um jeito nisto. Têm meia hora até a reunião, confio em que você possa dar um jeito, não é? — Ah, claro! — Assenti rindo de nervoso. Era claro que não! Ele não tinha se importado em saber mais sobre um cliente tão importante e agora me jogava a responsabilidade em cima. Tudo bem que eu já estava acostumada, mas agora tinha menos de meia hora para resolver a situação. Por isso, saí às pressas do escritório pensando no “ Bendito" dia em que fui aceita no cargo. Odiava trabalhar com Samuel Heughan, o CEO era a principal causa de todas as minhas dores de cabeça e noites mal dormidas. Praticamente como sua escrava, carregava todo o trabalho pesado e preparativos sozinha, para que ele apenas tivesse de se dar ao trabalho de convencê-los a fechar negócios. Voltando a mim, enquanto estava a caminho de voltar para a empresa, com o problema resolvido, recebo a ligação do dito cujo. — Srta. Carson, traga-me um capuccino com creme e que seja daquela cafetaria no centro, sabe que não gosto das daqui. — Sim, senhor. — Respondi engolindo a raiva. — Seja rápida, caso não chegue a tempo descontarei do seu salário. — Desligou em minha cara, me deixando com uma fúria que nem mesmo todas as meditações conhecidas seriam capazes de me curar. — Desconte do meu salário e descontarei neste Capuccino, veremos o quão bom será o gostinho de meu cuspi nele. — Mesmo que ele não estivesse mais do outro lado da linha me ouvindo, ainda sim disse como um aviso. Era louca, mas tinha consciência disso. Meu chefe que se cuidasse. + . • . Votem & Comentem . • . + Pov's Sophia Carson [ De volta a empresa ... ] — Porque está toda desarrumada? Não sabe que sua aparência deve ser sempre impecável? — Questionava-me o responsável por minha desordem. — Claro senhor, estou indo arrumar-me agora mesmo. — Disse de forma cínica, tinha de esconder meus sentimentos. — Aqui está seu Capuccino. — Falei o entregando a sacola, antes que atirasse em sua cara perfeitinha. Com seus trinta e um anos, meu chefe já havia estado no topo quando se tratava dos CEOs mais importantes e cobiçados por mulheres de todo o país e alguns homens também. Olhos verdes profundos e frios, lábios perfeitamente desenhados para seu rosto, além de um nariz que parecia ter sido feito por cirurgiões plásticos e um queixo levemente repartido. Seus cabelos eram negros e escorridos como se fossem penas de corvos, sua altura e seu físico de academia, eram só mais pontos a seu favor, para resumir : Sam Heughan, como era conhecido, era um dos homens mais gostosos que eu havia visto em toda a minha vida. Inclusive devo admitir que passei as primeiras semanas da experiência tentando não desmaiar ao seu lado, mas assim que me dei conta do tipo de personalidade que o insuportável tinha, não tive mais qualquer atração pelo CEO. — Srta. Carson! Ande logo! — A voz de meu chefe estava do outro lado da porta do banheiro. Olhei para o espelho alinhando minha blusa e conferindo se havia prendido corretamente meu cabelo. — Até onde este homem é capaz de ir? — Murmurei indignada dele me seguir até o toalete para apressar-me. Não era demais? Pois ao sair do banheiro, ele ágil como se não fosse nada e seguimos para a conferência. [ ... ] Três horas traduzindo a reunião entre os chineses e meu chefe, e em todo o momento o mesmo pensamento vinha a minha cabeça – como iria sair dali? Eu estava faminta e se demorasse mais, provavelmente desmaiaria de fome. — O Sr. Heughan diz ser um prazer fazer negócios com vocês. — Digo em chinês terminando de traduzir a reunião. Lhes entrego o presente que lutei para conseguir agradar e nos despedimos. Finalmente estou livre para me alimentar, ou pelo menos é isso que acredito até meu telefone vibrar em meu bolso. — Alô? — Atendo o número desconhecido. — Gostaria de falar com meu filho. — A voz feminina, mas com um tom mais velho e culto, pede ao telefone. — Seu filho? — Sam nos disse que esse era seu número novo. A coisa toda ficou clara, não era a primeira vez que o CEO dava meu número para alguém com quem ele não queria falar, mas precisava. — Só um instante, ele não está por perto. — Peço com uma mentira, tenho meu chefe logo a frente. Abafo o microfone para quê a senhora do outro lado da linha não me ouça. — Senhor, sua mãe está na linha, quer falar com você. — Digo e o vejo se afastar como se eu segurasse uma bomba nas mãos. — Diga que não estou e que esqueci meu telefone aqui, invente o que precisar. Não quero atendê-la. — Ele disse e se retirou da sala de reuniões. Estando sozinha, suspirei antes de pensar no que diria a mãe do desnaturado de meu chefe. — Sinto muito senhora, mas ele parece ter esquecido o telefone aqui, não consigo encontrá-lo e nem contatá-lo. — Digo sentindo-me mal — Entendo. — A ligação se encerra. — Alô? — Não a ouço e só consigo pensar de quem o Insuportável puxou a mania de desligar sem se importar com os demais. — Tal mãe, tal filho né ... + . • . Votem & Comentem . • . +

Capítulo 2 + . • . Surpresa de fraldas . • . +

Pov's Sophia Carson — Finalmente domingo! Acordo feliz, é meu primeiro dia de folga em meses, trabalhando sem descanso. Não teria de olhar para a cara do CEO por um dia inteiro e mesmo que fossem vinte e quatro horas, seriam as mais sossegadas que poderia desejar. Eu não tinha planos, mas provavelmente passaria o dia passeando e me divertindo no centro da cidade, ou de repente poderia até chamar um gato para sair comigo. De pronto me pareceu uma ótima ideia e chamei Lucas para um encontro casual, e se o clima fosse bom, poderíamos terminar na cama. Preguiçosamente passei a manhã toda dormindo os sonos atrasados dos últimos dias, a tarde fui de compras e com a chegada da noite me preparava para sair com Lucas. Ouço uma buzina na rua, agarro minha bolsa dando uma última olhada no espelho e saindo. Um táxi aguarda a frente de meu portão e abro a porta do carro como se estivesse entrando no trem da felicidade e na verdade acabo dando de cara com a razão da minha infelicidade. — Sr. Heughan? O quê faz aqui? — Não sei como adivinhou que eu viria, mas creio que toda a maquiagem e esse vestido estão exagerados. — Ele diz não respondendo a pergunta. Antes que tenha a chance de perguntar de novo ou sair do carro, ele dá a ordem para o taxista partir. — Eu tenho um compromisso, é meu dia de folga. — Digo já sentindo que não importasse o quê dissesse, ele me arrastaria. — Eu tenho uma emergência Srta. Carson, tenho certeza de quê seu compromisso pode esperar. — Diz estando inquieto. Não abrimos a boca todo o percurso e quando o taxista estaciona frente ao Condomínio Palácios, tenha a certeza de quê meu dia de folga foi suspendido por tempo indeterminado. — Estamos indo ao loft do senhor, não é? — Começo a perguntar, sentindo o nervosismo tomar conta. Tinha a absoluta certeza de quê algo de bem ruim ou complicado estava sucedendo, e vindo do CEO, não seria fácil de lidar. Depois de passar pelas catracas com desbloqueio por digital, vejo o quão elegante e seguro o edifício é. Pegamos o elevador e subimos até a cobertura. Saímos e só pela entrada, já posso imaginar que o " Loft" não é tão pequeno e estiloso com eu imaginava. Adentramos o lugar e dou de cara com um imenso apartamento, móveis elegantes e extravagantes, mas imensamente lindos e combinados em conjunto. Obras de artes nas paredes, uma grande televisão e um sofá que é o sonho de consumo de qualquer cinéfila. — Certo. — Ele diz tomando minha atenção. — Está em seu contrato que qualquer informação ou assunto com que diz respeito a mim, deve ser mantido em extremo sigilo e apenas divulgado com minha autorização. Muitas palavras e eu já sentia os nervos a flor da pele, não queria imaginar em que tipo de problema ele me meteria. — Você tem ciência de quê nada do quê vai saber pode sair daqui? Antes que eu respondesse, o choro de uma criança pareceu vir de um cômodo mais ao fundo do apartamento. — Não pode ser ... — Passei por ele sem esperar qualquer autorização. Abrindo a porta do quarto, um pequeno menino agarrou-se a minha perna com as lágrimas escorrendo pelas fofas bochechas e o rosto vermelhinho. — Não chora, não chora. — Peguei-o de imediato no colo. O garotinho se abraçou a mim, como se eu fosse sua salvação, deitou a cabeça em ombro e acalmou-se mexendo nas mechas de meu cabelo. — Pronto amor, não precisa chorar. — Disse limpando as lágrimas de seu rosto e saindo com o garotinho do quarto. Enquanto dei alguns passos até o CEO, pedi ao universo que ele não tivesse feito alguma loucura e quê tivesse alguma explicação boa e de preferência que não me fizesse denunciá-lo a polícia. — O quê significa isto? — Perguntei. — Acredite ou não, eu também não sei. + . • . Votem & Comentem . • . + Pov's Sophia Carson [ Duas horas depois de descobrir o problema ... ] — Então está dizendo quê o deixaram na sua porta dentro deste carrinho? — Apontei para o carrinho de bebê atrás do sofá. — Exatamente. — Já checou as câmeras de segurança? Como podem ter entrado e ninguém viu? — Há uma passagem para famosos na parte de trás, com um elevador e sem câmeras. — Ele responde esfregando as têmporas. Ele olha para o menino brincando em meu colo e balança a cabeça em sinal de negação. — Era alguém que te conhecia, e também acho que você pode ter algo haver com esse pequeno. — Digo entregando o coelhinho de pelúcia que o garoto joga pra todo lado. — Não, eu não posso. — Pensa um pouco, ele deve ter mais ou menos um ano e meio, com quem você andava nessa época? — Questionei, mas só serviu para fundir ainda mais sua inquietude. — Não importa se ele tem ou não algo haver comigo, não posso e não quero ser pai dele! — Gritou. Entendia sua frustração, mas ele não poderia simplesmente gritar e esquecer que a criança não tinha a culpa por nada. — Vai se acalmar agora, ou saia. — Disse enquanto distraia o pequeno para que não voltasse a chorar. — Dê uma volta e quando estiver mais calmo volte para resolver isso. — Eu … — Apenas vá. Não vê que está assustando o garoto. — Digo já de pé, balançando-o de um lado a outro. — Eu ... eu vou. — Ele olhou-me mais uma vez e saiu batendo a porta do apartamento. Depois de um segundo foi quê parei para pensar, ele havia me trancado e sabe-se lá quando voltaria. Ótimo, não havia almoçado e também precisava jantar. Olhei para o garotinho e rezei pra que tivesse algo comestível e apropriado naquele lugar. Revirando os armários descobri que ao contrário do quê sempre pensei, meu chefe possuía uma dispensa repleta de nada e uma geladeira com nada mais que água. — Isso só pode ser brincadeira? — Sorria de nervoso. Quebrei a cabeça imaginando como faria, eu até poderia passar a noite sem comer, de uma forma ou outra tinha fartado o estômago de porcarias quando fui de compras mais cedo. Agora tinha uma criança, que eu não fazia ideia de quanto tempo estava sem comer e muito menos sabia o quê dar pra ele. — Certo bebê, estamos em uma situação complicada. Tirei o celular do bolso, e pesquisei até encontrar o telefone da recepção do condomínio. Tive então de passar com o vigilante, depois para a gerência e por fim, falei com a administração. Tudo para conseguir que abrissem a porta do apartamento. — Obrigada. — Agradeci ao guarda que veio nos socorrer. — Tem algum telefone de restaurante aí? — Perguntei por se acaso. Não era muito boa na cozinha e de qualquer forma eu não poderia sair para ir buscar e cozinhar no apartamento. — Acho que tenho um cartão de visita aqui. — O guarda procurava pelos bolsos da calça. — Ah, aqui. -Me entregou, logo depois se retirando. Olhei para os telefones no papel e liguei em seguida, agradecida por eles entregarem e depois pela recepção ter trago a porta tão rápido. Paguei com o cartão corporativo, havia trago minha carteira, mas já me tinha feito a ideia de quê o CEO precisava ir sabendo que uma criança trás gastos e o dever de um pai descente, pelo menos, é sustentá-lo. Depois de jantarmos um delicioso risoto de legumes, perguntei ao pequeno se ele queria mais, já quê havia comido com gosto. — Que mais mamãe! — Disse alegremente. Depois de eu quase cair da cadeira, me perguntei se estava louca ou tinha escutado aquilo mesmo. Na pior da hipóteses, eu não queria saber. + . • . Votem & Comentem . • . +

Capítulo 3 + . • . O comentário . • . +

Pov's Samuel Heughan Devia ser de manhã, meu celular vibrava d'baixo de mim. Me contorci até conseguir pegá-lo e levei o que pareceu um tapa na cara. Abrindo os olhos, o garoto dos meus pesadelos. — Então é real ... — Resmunguei recordando as últimas horas do dia anterior. Retomando os sentidos lentamente, percebi que do outro lado na cama estava minha secretária, adormecida e o garoto tinha sua pulseira nas mãos. — Não, solta. — Peguei o acessório antes que o fedelho estourasse todas aquelas miçangas na cama. — Vai quebrar. — Disse quando ele fechou a cara. Para um menino, sua expressão era assustadora. Como se não bastasse, de repente ele começou a puxar o ar, um beicinho se formou e um berreiro atingiu meus ouvidos. — Não, não. Para vai! — Eu já havia me desesperado. Mas pior do quê o choro extremamente agudo do garoto, foi a bronca e olhar furioso da Srta. Carson ao acordar de cara com o bebê chorando, ela me olhava como se eu tivesse toda a culpa. — O quê pensa quê está fazendo? — Ela grita comigo, nunca há vi assim antes, mas me assusta. — Eu não fiz nada, só tentei impedi-lo de estragar sua pulseira. — Disse me livrando e entregando o acessório. Trabalhávamos juntos a alguns meses, me dei conta de quê naquele momento, os cabelos desarrumados de minha secretária e o olhar de fúria, a deixavam estranhamente linda aos meus olhos. — Ei! — Ela chama minha atenção e noto que estava no mundo da lua. — O quê? — Nada. — Ela bufa e revira os olhos como se eu fosse inútil demais. Deixou-me de lado e esticou os braços para que o garoto viesse com ela. — Mamãe! — Ele gritou em meio ao choro. Em seguida se levantou e quando ela o pegou no colo, sua cabeça se deitou no ombro da secretária. Eu tinha mesmo escutado aquilo? Ele a havia chamado de mãe? — O quê significa isto? — Chamei a atenção dela. — Eu não sei, ele está me chamando assim desde ontem a noite. Talvez eu me pareça com a mãe dele. — Ela disse o acalmando balançando de um lado a outro. — Você tem que parar de fazê-lo chorar. — Seu olhar foi de um aviso. — Mas eu não fiz nada pra ele. — Respondo. — Exatamente. Você não fez nada! — Ela já aumentava o tom de voz. — Viu ele chorar e não tentou entender, não tentou acalmá-lo. Se for o pai dele, vai ter que aprender Sr. Heughan. Ela saiu do quarto, me deixando com a angústia e aquela palavra perambulando minha mente. Quase como uma tortura. Si eu fosse o pai, se aquele moleque fosse meu, estaria então perdido. + . • . Votem & Comentem . • . + Pov's Samuel Heughan Depois de tomar uma ducha quente, escovar os dentes e vestir-me, saí do quarto para a cozinha, encontrando um dos guardas entregando algumas sacolas para a Srta. Carson. — Obrigada Molder. — Ela disse agradecida ao segurança. — Não tem de quê senhora. — Ele lhe deu um sorriso gentil e saiu. De verdade me deixava louco o modo como ela conseguia se socializar com tanta rapidez, mas deixando aquilo de lado, minha atenção se voltou para o garoto quê armava um alboroto na sala. — Que bagunça é essa? — Digo ao ver toda a minha decoração espalhada pelo piso e meus móveis danificados por algo que depois descobri ser tinta. Eu queria matar o menino, pendurar a secretária e amaldiçoei quem teve a ideia de girino de deixá-lo em minha porta. — Senta, vamos tomar o café da manhã e discutimos o que vai fazer. — Ela disse tirando algumas caixinhas transparentes e uma garrafa de suco de laranja. — O quê tem aí? — Perguntei chegando mais perto do balcão. — Pão na chapa, têm também iogurte natural com frutas. — Ela separou no lado direito do balcão. — Suco de laranja e leite. — Ela terminou. — Mamãe! — O garoto estava agarrado a sua perna, lançando um sorriso para ela com poucos dentes. Por um momento cogitei que realmente fosse seu filho, que ela fosse algum tipo de louca e quis me dar alguma lição e por isso deixou a criança na minha porta. Mas lembrei então de quê já havia estado em sua casa algumas vezes e nunca encontrei nenhuma criança por lá, nem brinquedos. — Tenho uma teoria. Ela olhou-me e sentou-se com o menino para dar de comê-lo. — Ahn? — Acho que isto aí é ... — Apontei para o garoto se lambuzando com o iogurte. — É seu. — O quê?! — Ela arregalou os olhos, como se eu a tivesse ofendido. — Provavelmente sabem que sou seu chefe, por isso deixaram aqui quando não te encontraram em casa. — Não diga besteira. Eu nunca estive com ninguém. — Ela ri nervosa e eu me pego me intrometendo onde não sou chamado. — Você é virgem? — Sou, mas isso não está em discussão. — Ela disse ruborizando. — Perfeito, estaca zero de novo. Já começava a arrancar os cabelos, não conseguia mais vê-lo a minha frente. — O quê eu vou fazer? — Perguntei-a na esperança de uma solução. — Um teste de paternidade. — Ela respondeu, logo em seguida abocanhando o pão e depois de um tempo um gole do suco. — Está brincando? — Não, é o mais lógico não acha? — Se eu fizer isso, toda a capital ira saber, estará em todos os jornais. — Vai fazer isso, e vai ainda hoje. Era praticamente uma ordem vindo dela, antes que eu pudesse dizer alguma coisa ela desceu do banco e dirigiu-se ao meu quarto. Eu não conseguia racionar direito, então a segui para descobrir o quê iria fazer. Há vi dá-lo banho, trocá-lo e por fim penteá-lo e receber sorrisos e beijos do menor. Como ela tinha o controle dele, era algo que não conseguia entender. Mas por alguns instantes enquanto acompanhava a cena, senti inveja. Nunca tive alguém que me cuidasse daquela forma, nunca fui apegado a minha mãe e odiava profundamente meu pai. De toda a minha família, apenas Victor, meu primo, era próximo de mim. A nostalgia pelas memórias e emoções que voltam a minha mente, tomam-me e sem pensar um comentário sai de minha boca. — Você é daria uma ótima mãe. + . • . Vote & Comente . • . +

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