Casados por vingança
Capítulo 1 1

Betina narrando Melinda e Erick estão  na creche, Vitoria , Mateus e Manuela na escola. Estava terminando de costurar algumas roupas das crianças e do Vinicius. As aulas deles estavam terminando e amanhã era o primeiro dia de férias, eu estava feliz, até porque ter os meus filhos perto de mim era muito bom. Vitória já estava querendo namorar e Vinicius claro estava de olho nela o tempo todo. Ele era bastante ciumento com as meninas e isso era engraçado de mais. E ela claro que ia trazer o seu namorado Samuel para apresentar para o pai oque ja estava deixando ele com bastante dor Eu larguei de vez a ideia de estudar e virar professora um dia, eu vivo para a minha familia, para o meu marido, e isso no momento me faz bem. Mais para frente quem sabe eu iria pensar nisso, mas agora com filhos pequenos novamente de novo era melhor deixar para depois. - Eu nunca houvi nem falar desse Samuel por aqui - Vinicius fala - Ele deve ser um menino bom - Eu falo para ele - Pelo geito você já conheceu ele - Ele fala - Vi de longe apenas - Ele me olha - Ele é bem bonito. - Ah bem bonito - Ele fala - Ele tem idade para ser meu filho - Eu falo para ele rindo - E eu não troco o meu peão idoso - Ele me encara serio e eu começo a rir - Idoso? - Ele fala - Voce não fala isso a noite. - Olha só Vinicius  - Eu falo chegando perto dele - voce se comporta essa noite, sem levar a sua arma para baixo. - Betina - Ele tenta suplicar algo mas eu interrompo - Deu Vinicius - Eu falo - Se você aprontar algo no jantar hoje, magoar a Vitória eu ajunto as minhas coisas e vou embora. - Não vai precisar ficar me ameaçando  - Ele fala bufando mas depois me dar um beijo. Eu começo a rir do seu comentário e ele me abraça por tras e me beija. Já era noite quando Samuel chega e cumprimenta Vinicius e Bernardo que estava ali também já que ele era louco pela sobrinha. Eu já tinha visto Samuel, Vitoria tinha me apresentado à ele, ele era parecido com alguém mas não lembro quem ele me lembrava, mas ele me lembrava alguém. - E você mora a onde? - Bernardo perguntava para ele - Mãe meu pai e o meu tio vão correr ele - Vitoria bufa - Calma depois eles se aquetam - Paola fala para ela - Do jeito que o pai é não duvido nada - Manuela fala - Eu falei para ele se comportar fique tranquila - Eu falo dando um beijo na testa da Vitoria. Logo agente sentou todos envolta da mesa, o clima estava tranquilo até entao, ja que eu e Paola fuzilava Vinicius e Bernardo com os olhos. Samuel era um rapaz gentil, bem educado e que parecia gostar muito da Vitoria, e acho que isso bastava para nós pais. - Nunca te vi por aqui - Bernardo fala - Eu moro na cidade vizinha -Ele fala - Acho que já te vi por la mesmo - Benicio filho de Bernardo e Paola comenta. - Quem são seus pais ? - Vinicius pergunta - Devemos conhecer. - Gabriel e Tatiana - Ele fala - Como? - Bernardo pergunta - Meus pais se chamam Gabriel e Tatiana - Vinicius me olha e eu encaro Vinicius que encara Bernardo e Bernardo encara Vinicius e depois os dois encaram Samuel. Eu sorrio para Samuel tentando disfarçar o clima ruim que estava ali. Vinicius se levanta da mesa. - Eu já volto - Eu falo sorrindo para todos ali e vou atrás dele - Vinicius - Eu falo chamando - Vinicius por favor me espera. - Isso tudo é um plano, precisamos tirar esse menino de perto da nossa filha agora - Ele diz furioso. - Se acalma - Eu falo olhando para ele - Ele não deve saber de nada, eu acredito em Samuel. - É sério isso? - Vinicius fala me olhando. - Não vamos julgar antes de saber por favor - Eu falo para ele. - Betina - Ele diz me olhando. - Eu sei tudo que eu passei, a gente sabe tudo que passamos por causa dos pais do Samuel - Eu falo para ele - Olha para aquele menino , ele parece ser inofensivo. - Espero que você tenha razão  - Ele diz me olhando. - Eu amo você  - Eu falo me aproximando dele. - Eu também te amo - Ele diz me olhando . - Agora vamos  - Eu falo para ele - Vamos voltar para mesa. Eu pego na mão de Vinicius e ele beija a minha mão, seguimos de volta para a mesa do jantar a onde estava todos , Bernardo me encarava esperando uma resposta ou uma posição de Vinicius. - Tudo bem pai? - Vitória pergunta. - Sim meu amor - Vinicius fala. - Vamos para sobremesa ? - Eu falo sorrindo e olhando para todos e depois encaro Vinicius e sorrio para ele. --

Capítulo 2 2

#Vinicius narrando  - Vinicius você proibiu os peões de ir se banhar no riacho? - Seu Lorival o braço direito da nossa família pergunta.  - Sim - Eu respondo seco - E posso saber porque? - Ele pergunta interessado na resposta. - Não  - Respondo pensando na morena que encontrei lá. -Tudo bem  - Ele diz saindo. Entro na minha caminhonete e Lorival entra no lugar do carona e vamos em direção a cidade, passo pelas terras dos Klaus e fico imaginando quando tudo isso será meu e pelo jeito não vai demorar muito, já que os boatos era que eles faliram. - Você vai até o banco? - Lorival diz do meu lado. - Vou, quero saber como está a situação dos Klaus - Respondo - E você pretende fazer o que? - Ele pergunta com um tom de voz curioso. - Uma proposta boa pelas terras - Eu falo para ele que parece pensar no que eu disse. - Ouvi dizer que os dois filhos de José voltaram para cidade - Ele fala e eu o encaro curioso. - Aqueles que moravam em São Paulo? - Pergunto para ele  - Sim, José não teve como manter eles lá  - Ele fala com um ar debochado na voz - Se você oferecer uma casinha em qualquer canto e quitar as dívidas deles, eles vão aceitar. - Abro um sorriso porque era isso mesmo que eu queria escutar. - São dois meninos? - Eu pergunto cuidando a estrada. - Um casal - Ele diz - Bernardo e Betina - Eu encaro a estrada de chão na minha frente que estava cheio de buracos. - Por acaso a menina é da pele branca e dos cabelos pretos? - Pergunto para ele que me olha na mesma hora - Acho que eu a vi se banhando no riacho há uns dias aí, foi sem querer eu juro - Abro um sorriso lembrando dela. - Ah - Ele diz com uma cara surpresa - Agora entendi porque proibiu os peões de irem lá, a proibição tem nome . - Ele começa a rir. - Quantos anos ela tem? - Eu pergunto para ele. - Deve ser seus 15,17 anos - Ele responde é eu assinto com a cabeça. - Uma bela moça  - Eu digo lembrando de quando a vi, suas curvas, seu corpo. - Vinícius - Ele diz em um tom ameaçador  - Não sei o que você está pensando, mais - Eu o interrompo. - Mais nada - Eu falo - Fica de olho, quero todas as informações deles. - Ele apenas assente com a cabeça. Lorival tinha uma mania muito feia de querer se meter nas minhas decisões, mas estava disposto à se vingar pela morte da minha mãe a qualquer custo. #Betina narrando  - Está indo para a cidade ? - Pergunto para Bernardo que me encara de cima à baixo. - Sim estou - Ele diz com uma voz mais grossa. - Poderia me levar junto? - Eu falo para ele - Por favor Bernardo - Eu digo me aproximando dele. - Não sei se o pai vai gostar disso não - Ele responde ríspido.  - Mas vou estar com você, acho que não vai ter problema  - Eu digo para ele - Por favor , estou com saudade de sair com meu irmão. - Abro um sorriso para ele. - Entra vai - Ele fala fazendo sinal e eu entro toda feliz na caminhonete. As estradas era de chão o que fazia a caminhonete balançar muito, mas logo chegamos na pequena cidade. - Você vai aonde?- Eu pergunto para ele curiosa para saber oque ele veio fazer na cidade. - No banco - Ele responde com um tom de voz preocupante. -Fazer o que? - Eu pergunto curiosa novamente. - Tentar uns empréstimos  - Ele diz passando a mão pela cabeça  - Se não, eu não sei oque será de nos Betina. - As coisas está tão ruins assim? - Eu pergunto para ele preocupada. - Você não precisa se preocupar com isso - Ele fala dando um leve sorrjso- Logo você vai voltar para São Paulo para terminar os seus estudos, eu prometo minha irmã  - Ele dar um beijo na minha testa. Entro com ele no banco, e logo vejo de longe o peão do riacho, ele sabe ser lindo de roupa e sem roupa, nossos olhares se encontram, e ele me comprimenta com uma balançada de chapéu, apenas abro um sorriso de leve para ele e logo mudo a minha atenção para Bernardo que encarava o peão. - Porque está encarando aquele moço? - Pergunto para Bernardo que agora me olhava. - Vinícius Matarazzo  - Ele me responde me fazendo olhar para o peão que agora eu já sabia o nome. - Senhor Bernardo Klaus - O que parecia ser o gerente comprimenta o meu irmão  - Pode entrar vamos conversar lá dentro. - Me espera aqui - Bernardo diz me olhando com o semblante sério. - Vou lá na praça comprar um sorvete  - Bernardo assente e vai para dentro da sala junto com o gerente. Vou em direção a praça para comprar o sorvete. - Eu vou querer um de chocolate - Falo para o sorveteiro - Quanto custa? - Digo sorrindo. - 3 cruzeiros - Ele responde , coloco a mão na minha bolsa  e vejo que esqueci de pegar dinheiro com Bernardo. - Moço só espera um minuto que eu vou pegar o dinheiro com meu irmão?  - Falo para o sorveteiro que assente. - Pode deixar que eu pago  - Escuto a voz dele atrás de mim, a sua voz rouca e ele estende o dinheiro. - Vou querer um também, pode ser o mesmo que a moça  - Eu encaro Vinicius na minha frente e ele me encara sorrindo. - Não precisa - Eu respondo - Eu vou buscar lá e já volto. - Eu viro para ir mas ele segura de leve meu braço. - Você vai voltar até o banco para pegar 3 cruzeiros para não deixar eu te pagar um sorvete ? - Ele diz me olhando sério - Por favor aceite - Ele fala me entregando o sorvete. - Vou me sentir ofendido se você recusar - Ele abre um sorriso e eu sorrio de volta para ele. - Obrigada - Falo meio sem graça para ele que sorria. Eu nunca me envolvi com garoto nenhum, mesmo estando em São Paulo meu irmão sempre foi protetor de mais e estava em cima de mim o tempo inteiro. Mas sempre segui os ensinamentos de mamãe: que eu deveria me entregar ao homem que eu amasse.  - Será que posso sentar ao seu lado naquele banco? - Ele diz tirando a minha atenção do seu sorriso. - Ah claro - respondo a ele que me guia até o banco e sentamos ali. - Eu nunca te vi pela cidade - Ele fala me encarando já que era a única coisa que ele fazia . - Eu voltei à pouco tempo para cá  - Eu respondo e ele me olhava parecendo interessado no assunto. - E porque voltou? - Ele pergunta curioso - Alguns problemas familiares - Respondo a ele que assente com a cabeça. Não iria abrir o jogo para um Matarazzo e se meu irmão me pegar aqui com ele, Bernardo me mataria. Depois de alguns minutos conversando escuto a voz de Bernardo atrás de mim. - Betina - Escuto a voz de Bernardo  - Porque está tomando sorvete com ele? - Vinicius se levanta e encara Bernardo. - Eu esqueci de pegar o dinheiro e - Digo me levantando mas Vinícius me interrompe. - Eu convidei ela para sentar e tomar o sorvete - Bernardo olha desconfiado para ele - Você deve ser Bernado filho do José ? - Vinicius pergunta para ele com um tom de voz mais debochado. - Acho que você deve lembrar de mim - Bernardo fala para ele com o mesmo tom de voz. - É claro que sim - Ele diz para Bernardo - Porque você não vem até a minha fazenda para uma conversa do seu interesse? - Eu acho que não temos o que conversar  - Bernardo diz encarando ele - Eu não teria tanta certeza  - Vinícius responde ele - Vamos? - Digo pegando na mão de Bernardo  - Obrigada pelo sorvete - Digo agradecendo o peão do sorriso bonito, sorrio para ele na mesma hora que ele abre um sorriso para mim. - Agente se encontra por aí Betina - Ele diz e Bernardo o encara pela última vez  - Vamos por favor  - Eu falo para meu irmão que me encara mas não diz nada e vamos em direção ao carro. -

Capítulo 3 3

#Vinicius narrando  Eu pedi que todas as vezes que Betina for vista indo até o riacho me avisasse já na mesma hora , eu queria saber todos os seus passos e está por perto dela sempre.  - Ela está no riacho - Lorival diz me olhando - Acabaram de ver ela passando pra lá. - Abro um sorriso assim que ele diz - Ótimo eu vou lá  - Falo para ele. - O que você pretende fazer com ela Vinícius? - Ele diz me olhando - Eu vou me vingar de todos eles - Eu Digo para ele que arregala os olhos - Eu vou vingar a minha mãe seu Lorival. A única coisa que eu tinha em mente era isso, era vingar a minha mãe, nem que para isso eu tenha que usar Betina, ela era muito boba e iria cair no meu papo rapidinho. - E as terras ? - Ele pergunta indo atrás de mim em quanto eu ia pegar o cavalo. - Compre o banco se for possível - Digo para ele - Eu quero eles no fundo do poço, soterrados de dívida - Eu abro um sorriso - Vá atrás disso o quanto antes Lorival - Ele assente. - Vou agilizar isso hoje mesmo - Ele diz e eu assinto subindo em cima do cavalo. Assim que chego no riacho já a vejo sentada em uma pedra lendo um livro que cálculo ser romance, o seu vestido estava levantado até o seu joelho por causa do calor, ela tinha um corpo perfeito, Ela era toda perfeita, tudo o que eu queria era ela na minha cama. - Não sei porque mas achei que ia te encontrar aqui - Digo dando um susto nela mas logo ela abre um sorriso para mim e eu sorrio de volta. Eu precisava me vingar de algum jeito e seria usando a sua inocência. - Está me seguindo? - Ela diz fechando o seu livro e colocando em cima das suas pernas. - Você nunca vinha até aqui e gora sempre que estou você aparece - Ela diz em um tom de voz calmo. - Quem sabe? - Falo sentando ao seu lado, ela me olhava com um brilho nos olhos.  - Acredito que você seja bastante ocupado para ficar no riacho - Ela diz me olhando e eu abro um sorriso para ela. - Talvez tenha uma bela moça por aqui que me interesse - Ela fica toda sem jeito. - Desculpa não queria te deixar constrangida. - Falo tentando amenizar a situação. - É melhor eu ir - Ela diz se levantando mas seguro na sua mão. - Fica mais um pouco? - Falo me levantando e ficando perto dela - Não vai cair bem se alguém encontrar nós dois aqui sozinhos - Ela me responde mas eu ainda segurava o seu braço. - Tenho certeza que ninguém vai aparecer por aqui - Eu falo passando a minha outra mão pelo seu rosto. - Eu preciso ir - Ela diz um pouco nervosa, eu vou encostando a minha cabeça na sua e sinto a sua respiração pesada. - Fica só mais um pouco? - Susurro quase encostando os meus lábios no dela, ela estava bem nervosa e dava para perceber que ela nunca tinha beijado ninguém. Selo nossos lábios em um beijo calmo - Eu preciso ir - Ela diz se afastando de mim e juntando as suas coisas. - Desculpa - Falo para ela que me olha por algum instante - Eu não deveria ter feito isso, mas eu não resisti. - Tudo bem - Ela diz - Mas agora eu preciso ir - Ela fala saindo do meu campo de visão. Abro um sorriso satisfeito com o que tinha acabado de acontecer, e já sentia essa bela morena nas minhas mãos. Betina narrando  Arrumo o cavalo no estábulo e fico pensando no beijo que ele me deu, eu nunca tinha beijado ninguém, o seu sorriso não saia da minha cabeça desde o primeiro dia que o vi no riacho.  - Betina - Meu pai diz - Está tudo bem?  - Sim papai - Eu falo - Eu vou entrar. - Ele assente e eu entro para casa. Já era noite e o clima estava bem tenso na mesa, meu pai, meu avô e meu irmão estavam com a cara mais emburrada do que cavalo chucro, minha mãe e minha avó estavam com uma aparência estranha. - O que está acontecendo aqui? - Eu pergunto e atraio olhares de todos eles - Porque estão com essas caras? - As coisas não estão fáceis  - Meu irmão responde  -E cada dia está ficando mais complicada - Meu avô fala - E não tem jeito de reverter a situação? - Eu pergunto para eles - Tem - Meu pai diz - Mas não sei se você iria gostar dela - Engulo seco - Como assim? - Eu pergunto para ele já imaginando a sua resposta. - Precisamos casar você com alguém que dê suporte para as nossas terras - Arregalo os olhos para o meu pai  - Vocês querem casar ela com quem? - Minha mãe pergunta - Ainda não achamos um pretendente  - Meu pai responde e eu fico em silêncio, não poderia discutir com ele ali na mesa. O jantar termina em silêncio, e eu não consigo comer mais nada, vou até a escadaria que dava para a casa e deixo algumas lágrimas descer, como eu iria casar com alguém que eu nem conhecia? - Bernardo - Falo assim que ele ia descendo as escadas e ele para e me olha - O que o pai disse é sério?  - Betina estamos em uma situação difícil, e você vai precisar fazer a sua parte como a única filha mulher - Ele me responde  - Prometo que não vou deixar você casar com qualquer um. Eu ainda não estava acreditando nessa situação , no que estava acontecendo. (..) Dois dias se passaram desde que eu encontrei ele no riacho e ele me beijou, seu beijo não saia da minha cabeça. Passo a tarde no riacho mas ele não aparece, nem sinal dele, acabo voltando para casa desanimada, estava tão esperançosa que ele iria estar lá, que ele iria me encontrar.  - Anda Vladis - Digo para o cavalo que empaca no meio do caminho - Eu não acredito nisso - Digo bufando, e saindo de cima do cavalo, assim que saio ele sai em disparada - Droga - Dou um berro, caminhando iria demorar um século para chegar em casa, teria que ir pela estrada que era mais seguro.

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