A superação de um Cowboy (Série Cowboys vl. 4/5)
Capítulo 1 Luizinho e Ana

Minas Gerais, Toledo. — Dias atuais. Na delegacia as mulheres e Luizinho só tem olhos para Arthur o novo delegado da cidade. — Nossa, esse homem é lindo. — Fala Ana a policial. — Lindo é pouco, é tudo de bom ponto com ponto br. — Fala Luizinho. — Nossa Luizinho já está de olho nele? — Uai e você? — Mais você se apaixona por todos. — É mais ninguém fica comigo. Então, bola para frente. Certo, gata? — Certo. Vamos fazer a ronda? É nossa vez. — Como é difícil andar como um policial sério por essa cidade. — Luizinho reclama. — Verdade, tem muito miau andando por ela. E sua irmã...? Continuam a conversa enquanto saem da delegacia. — Ela está bem, graças a Deus. Somos só nós dois. Vão conversando e descendo as escadas da delegacia e um homem vai subindo, Luizinho observa que Ana para e fica olhando de boca aberta o belo homem entrar. — Gata, fica longe desse cara, só isso que eu te falo. — Porquê? Nossa, até babei. Ele é muito lindo. — Ele perdeu alguns dentes por andar dormindo com várias ao mesmo tempo. — Sério? E quem bateu nele? — Nada mais, nada menos que o senhor Gonzalez... Misericórdia um dos deuses gregos dessa cidade. — Luizinho se abana com a mão. — Acho que não o vi ainda. — Você só tem dois meses na cidade, logo conhece todos. Enzo entra na delegacia tenso, só de pensar em ver a delegada, sabe ser bem provável que ela não o ajude. — Posso ajudar? — Pergunta Arthur ao vê-lo. — Estou procurando a delegada Karen. — Fala Enzo. — Sinto muito, ela não é mais a delegada. Sou o delegado Arthur. Enzo fica aliviado: — Estou com problemas com um vizinho. — Pode dizer. — Meu terreno é em frente ao dele, o cara faz um barulho até altas horas. Eu trabalho fim de semana e vou moído para o serviço. — Na hora que estiver acontecendo chama a gente e vamos conversar com esse vizinho. — Certo, farei isso então. Tenho só uma pergunta... Na viatura Luizinho dirige, presta atenção na amiga, que está calada, pensativa e não está prestando atenção na ronda. — Já falei para você esquecer aquele cara. Eu gostava dele, até descobrir que estava traindo minha amiga. E o pior de tudo, ele morava com uma coroa bonita, era a mulher dele. Ele ainda saia com a filha de um senhor idoso e frequentava o Bar dos Primos, tudo junto. — Nossa, foi um babaca mesmo. — Nem fala, aff credo. Um cretino. — E como ele vive hoje, já que sabem dos podres dele? — Não sei viu. Dizem que se separou da coroa e tá sozinho. Deve ser mentira, um cara desse tipo nunca está só. Ana balança a cabeça, tem muita tensão no pescoço. — Ando exausta, depois que perdi meus pais minha vida é comer e deitar quando não estou no serviço. Nisso estou com 20 quilos a mais. — Querida, você é gata de qualquer jeito. Se eu fosse hétero te catava de jeito. — Ai Luizinho, você é o sonho de toda mulher. Lindo, alto, bonito, forte e um doce de pessoa. — Ela fala encantada. — Nossa, tô me achando a última bolacha do pacote agora, RS. — Mais eu preciso emagrecer querido, e não tenho incentivo nenhum. Bom, na verdade, tenho, minha saúde. — Já começa por aí. Vamos fazer o seguinte, eu te ajudo. Somos sozinhos mesmo, todo dia antes do serviço vamos correr. — Tá maluco? Vou pôr os bofes para fora. — Exagerada, tá bom. Vamos começar caminhando. — Bom, já ajuda. Como faremos? Luizinho ia falar e vê uma briga perto da praça. Para a viatura e desce do carro. — Parem, polícia! Dispersar! A briga continua e Luizinho pega um dos garotos puxando os braços pelas costas. O rapaz nervoso e cheio da adrenalina no sangue, se solta e mira no Luizinho um soco que ele segura com uma mão, o moleque arregala os olhos e puxa a mão. — Vai logo, dispersar ou levo os dois presos.  O moleque o olha debaixo para cima e vai embora, o outro faz o mesmo com Ana e vai embora pelo lado oposto. — Molecada difícil. — Reclama Luizinho. — Nossa Luizinho, você é forte. Babei te vendo pegar o soco dele sem esforço.  — Faço musculação pesada e vários tipos de defesa pessoal. Voltam para a viatura e seguem caminho para a divisa da cidade. — Me diz como vamos fazer? — Amanhã te pego as 06 da manhã e vamos caminhar por uma hora. — Você sabe que moro na área rural e no meu bairro é um tal de sobe e desce terrível. — Melhor ainda, o processo será mais rápido.  Um Vectra preto com Insulfilme escuro a ponto de não ver quem está dentro, vem a toda velocidade. — Vamos parar esse aí. — Fala Luizinho. — Certo. — Ana tira a arma do coldre e fica no aguardo atrás da viatura, apontando a arma para o chão. Luizinho levanta a mão e faz sinal para o motorista encostar, o carro freia seco do lado da viatura, com receio Luizinho também pega a arma. — Desce do carro com as mãos para cima.  Nada, ele aponta a arma e antes de falar novamente a porta abre e o motorista desce com as mãos para cima.

Capítulo 2 Demitri

Luizinho franze a testa, o homem está vestido como um policial. — Soldado Demitri. — Demitri se apresenta. — Me mostre seu distintivo. — Olha, ainda com a arma apontada para o homem que está calmo. — O que faz aqui? — Luizinho pergunta ainda desconfiado. — A delegada Karen está me esperando, sou novo na cidade, vim fazer parte do quadro de funcionários. — Fala Demitri. — Ana, confirma na delegacia. — Ok. Demitri cruza os braços e encosta no carro aguardando. — Sim, é verdade. Recebi a foto, é ele mesmo. — Certo. — Luizinho abaixa a arma. — Está liberado, dirija mais devagar soldado. Luizinho não gostou do jeito do soldado Demitri. — Não gostei desse cara, me cheira a encrenca. — Fala Luiz ao vero carro se afastar. — E eu gostei de tudo nele, RS. Luizinho observa o carro seguindo com aquele pensamento fixo na cabeça. Após três horas, voltam para a cidade e vão almoçar. — E agora? Tudo nesse bufê é gostoso. — Fala Ana. Devo comer só salada? — Claro que não, de tudo um pouco. Elimina açúcar, doces e refrigerante, mais nada. — Tô gostando, mais um docinho ia bem né?! — Ia, mais você disse ter um propósito. — É verdade, vamos lá. Depois do trabalho vou ir à agropecuária. Preciso comprar ração para meus bichinhos. — É lá onde o cabra safado trabalha. — O cowboy bonitão? — Ele mesmo. Ana fica pensativa por uns instante, gostou dele. Pena ser tudo isso, gostou muito mais do que está admitindo para sí mesma. Ana sai do serviço e pega sua moto em direção a agropecuária, assim que entra o vê, seu coração acelera muito forte. "Ai minha nossa senhora, que é isso tudo?" — Ela pensa. Enzo olha Ana curioso, porque ela o olha assim? Faz meses a última vez que uma mulher da cidade o comeu com os olhos como essa. — Posso te ajudar? — Enzo pergunta. Ana começa a gaguejar: — Ahn é... olha, é, então... é-e... Ele dá um sorriso gostoso com o nervosismo dela. Ana olha o sorriso dele e vê todos os dentes no lugar certinho, será que fez implante? — Oi! — Ãh, é desculpa. — Ela responde sem jeito. — Do que precisa, linda. O coração de Ana derrete igual à manteiga. — Você me acha linda? — Ela pergunta se sentindo mole com o elogio. — Clara que é, muito linda, RS. — RS, obrigada. — E então, do que precisa? — Sim, claro, vim buscar ração de postura, milho, quirera e ração para gato castrado. — Vem, linda. Vamos pegar. Ela segue ele sonhadora, os músculos das costas e dos braços dele são imensos, Ana morde o lábio. Mãos enormes, minha nossa senhora da bicicletinha, ele sente o olhar penetrante em suas costas, olha para trás sorrindo. — Quantos quilos de cada vai querer? — Dois, por favor. — Certo Enzo separa tudo com agilidade, recebe o valor indicado e ajuda ela a colocar no bagageiro da moto. — Obrigada. — Diz olhando como boba para ele. — De nada linda, volte sempre. Sempre será um prazer, revê-la. — Nossa... é... ãh, obrigada. Sorri novamente pelo jeitinho meigo dela. — De nada, linda. — Tchau. — Tchau. Ana vai sonhadora para casa, Enzo fica olhando Ana sair, muito interessado. Demitri passa o dia trabalhando com o delegado. — Demitri. — Arthur o chama. — Senhor? — Está dispensado por hoje. — São apenas 18hs senhor e meu horário é até às 22hs. — É seu primeiro dia. Tem uma pousada onde estou hospedado e você vem comigo. Ficará lá por enquanto. — Claro, onde fica senhor? — Divisa de Pedra Bela. — Nossa, muito legal. Fiquei sabendo que tem um produtor de café na divisa da cidade de Toledo com Pedra Bela. — Sim, é pertinho da Pousada. — Vamos então! — Pode deixar seu carro aí hoje, vamos na viatura. Amanhã te trago no seu horário e você volta no seu carro. — Por mim, está ótimo. Na viatura, Arthur puxa assunto: — Em dois dias terá uma apresentação na praça com dançarinas do ventre.  Humm, isso muito me interessa, kkk. — Kkk... Você estará de folga. — Melhor ainda, quem sabe arrumo uma namorada. — RS... — Me contento com uma dançarina do ventre. — Kkk... Saberia acompanhar o gingado delas? — Minha especialidade, sou muito bom dançarino. Minha irmã é dançarina do ventre, fiz par nas danças com ela direto. Nós sempre ganhávamos entre primeiro e segundo lugar. — Olha, que música? — Tem as especiais para a dança. Mais dançamos uma música de Tarkan chamada Simarik, fizemos muito sucesso. Do jeito que sou boca aberta vou pedir para tocarem ela... — Você é descendente de árabe? — Sim, meu falecido pai era árabe. Temos vários costumes que ele nos ensinou. Mais sinceramente o que é minha paixão é a dança. — Muito legal e também tem que ter um excelente condicionamento físico. — Sim, verdade. — Chegamos. Arthur estaciona e leva Demitri para o aposento dele. — Descanse bem, meio-dia pode comer a comida da pousada. — Não vai almoçar comigo? — Não, vou ver um casal de amigos de manhã. — Tá bom, boa noite! — Boa noite! Arthur está cansado, mais não exausto, se tivesse uma chácara teria animais para cuidar, grama para roçar e a casa para arrumar, estar sozinho e não ter o que fazer é ruim. Hoje voltou mais cedo para piorar o seu lado, mais precisava acomodar o rapaz. Tira a roupa, seu corpo grita por um banho quente e relaxante. Após se refrescar deita cedo, tinha se alimentado com um super lanche antes de sair da delegacia.

Capítulo 3 Ana e Enzo

No dia seguinte, Ana se arrasta para sair da cama e veste um conjunto de moletom. — Cadê o Luizinho? Estranho ele é pontual em tudo. — Fala sozinha. Manda mensagem no celular dele dizendo que vai à frente e o espera no lago. — Bom melhor começar logo. Ana começa uma caminhada vigorosa, logo sente o suor brotando por todos os poros, está com uma garrafinha de água na mão.  Uma hora depois nada de Luizinho e escuta passos de alguém vindo correndo atrás dela. "Deve ser o Luizinho." — Ela pensa e olha para trás. — Óh Deus! — Fala de boca aberta. Enzo se aproxima correndo, usa apenas uma calça colada e uma regata. Nem parece um Cowboy vestido todo esportivo, Enzo para ao vê-la. — Oi linda. — Oi! — Quer juntar-se a mim? — É que eu, só estou na caminhada por enquanto. — Posso caminhar com você. Se importa? — Não, vai ser bom. — Ele segura a mão dela e a puxa devagar a deixando surpresa e arrepiada. — Vamos... A mão dele cobre a de Ana de tão grande. Ela imagina se as mãos dele são ágeis... — Chega, Ana. — Murmura. — Disse alguma coisa? — Nada de mais, RS. Após quase uma hora com ele, Ana diz que precisa ir trabalhar. — Que pena, mais eu também tenho que ir. Onde você trabalha linda? — Sou policial. Ele levanta a sobrancelha: — Hum, mulher fardada. Ela fica um pouco envergonhada, Enzo gosta cada vez mais desse jeitinho dela. — Vou indo... — Ela fala sem conseguir sair do lugar. — Amanhã estarei aqui no mesmo horário. — RS, também. Então, nos vemos amanhã. — Certo. Na fazenda Pedra de Fogo... — Está contratada. Período de experiência são quarenta dias. — Obrigada Sr. Jorge. O senhor não vai se arrepender. Vou precisar de pelos menos três pessoas para me ajudar. — Fala Lara. — Claro e o maquinário, comprarei essa semana. Se quiser pode ficar na estalagem com os funcionários. — Obrigada Sr. Tenho uma casa na cidade, vou comprar um terreno por perto já com uma casa pronta se achar. — Tem uma senhora bem idosa que está vendendo a chácara a três quilômetros daqui do outro lado da pista. — Vou passar lá para ver. Obrigada Sr. — Disponha. Então te ligo quando instalar o maquinário. — Sim, senhor. Na fazenda Rio das Pedras... Tony pressiona Jéssy nas prateleiras do escritório. — Ahnn, amor! Tony! — Jéssy geme estasiada com o marido. — Isso, grita meu nome sua safada sem vergonha. Ahnnn, me deixa louco! Ahnnn... — Ahnnn... Tony... Os livros começam a cair, Tony não liga, vai mais fundo e forte, Jéssy choraminga de prazer. — Gostoso... Tony sente o orgasmo chegando. Segura os cabelos dela e puxa o quadril para gozar bem no fundo. — Ahnn... — Ahnn... Muito bom, querida. — Humm... Se beijam com carinho. — Amor eu tenho que ir, vou chegar atrasada no serviço. — Tá bom. — Beija ela de novo saindo de dentro dela, Jéssy vê o marido ainda pronto para ela. — Você é insaciável. — Ela comenta. — Você não é diferente. — Verdade, RS. Tony guarda a ereção e senta para começar a trabalhar, Jéssy se ajeita e dá, um beijinho no marido antes de sair, encontra a sogra na garagem. — Bom dia, sogrinha. — Bom dia, querida. — Vai sair? — Sim, vou ver meu amor. — RS, vou lá depois do almoço ver os cavalos.  — Tá bom. Tchau querida. — Tchau. Jéssy entra em sua camionete e vai sentido a cidade. Arthur sai da pousada e vai direto para o Rio das Pedras e no caminho vê a camionete da Jéssy e buzina. Arthur chega na fazenda e vai se encontrar com Tony. — Bom dia, é um prazer delegado. — Bom dia! Como o senhor está? — Quase 100%. O que o traz aqui? — Na verdade, vim ver se está tudo bem na sua fazenda e vou passar na do senhor Jorge. — Nada fora do normal por aqui. — Ótimo. Se algo de estranho acontecer não exite em me chamar. — Sim, claro. Arthur sabe que primeiro Tony mataria e depois ia perguntar o nome do cadáver.  Então desde a última vez que invadiram a fazenda dele o visita com frequência, conhece a história dele, que foi um assassino de aluguel, o cara mudou por amor a mãe e também a Jéssy. Mais é bom prevenir. — Bom, vou indo. Hoje o dia será puxado. Tenho policial novo que a Karen já tinha contratado. — Certo, tenha um bom dia. Arthur vai até o senhor Jorge, tudo está bem. Beto e Laura estão felizes que finalmente Leonardo está preso. Na delegacia... — Bom dia galera... bom dia, bom dia, bom diaaa. — Luizinho entra todo feliz. Ana chega e o extermina com o olhar. — Tem alguma coisa para me dizer? — Ana pergunta. — Ai gata, desculpa. Eu coloquei o celular para despertar, não sei o que aconteceu, até eu fiquei sem me exercitar hoje. Tenho que manter meus músculos definidos. — Sei. E quem te disse que não me exercitei? Ai ai viu. — Sério? Desculpa por ter feito tudo sozinha. Acredito que se deu muito bem. Eles vão se servir de café na cozinha da delegacia. — Bom, no começo eu estava sozinha. Depois aiiiiinnn... — Vai me dizer que apareceu um deus grego maravilhoso e terminou de fazer os exercícios com você? — Sim. — Responde sonhadora. — Menina me conta, quem é? — Ãh... é o cara da agropecuária. — Misericórdia. Tá querendo sofrer? Olha, você que sabe, depois não vem me falar que não te avisei. — Não se preocupe. Não percebi interesse da parte dele. — É, mais se você demonstrou interesse, com certeza o cara vai querer tirar uma casquinha. — Sei lá, mais acho que não, RS... Bom vamos logo trabalhar. Não quero ficar o tempo todo pensando no bonitão.

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