FUGINDO DO PECADO
Capítulo 1 PRÓLOGO

Olho pela janela do escritório o céu se fechando, as nuvens escurecendo e a chuva querendo lavar São Paulo. Começo a me arrepender por aceitar dar aulas na faculdade aqui perto. Podia sair agora, ir pra casa, me enfiar em um pijama confortável, pedir comida e assistir um filme tomando minha taça de vinho. - Melhor sair agora ou vai pegar a chuva forte que vai cair. Olho para a porta e vejo Juliana, minha assistente. Ela segura uma linda e esfumaçante xícara de café. - Depois desse maravilhoso café eu vou. Escuto risos no corredor e vejo César passar abraçado com a Poliana, sua assistente, ex-amante e atual namorada. Rapidamente Juliana fecha a porta pra que eu não veja muito e nem escute os dois dizendo coisas fofas e safadas. Como eu nunca percebi que esses dois estavam se comendo embaixo do meu nariz? - Giovana! Juliana me grita e olho pra ela. - Supera! Fala firme e brava. - Como? Achei que tinha um casamento feliz, que meu marido, sócio, companheiro de dez anos fosse perfeito. Então levo um murro no estomago e descubro que ele é um bosta, que comia suas assistentes e ainda por cima me deu um pé na bunda pra ficar com sua ultima assistente. Me jogo na cadeira e como recompensa desse desabafo, ganho meu café e um olhar de pena. - Você devia desfazer a sociedade e recomeçar. - Não! Não vou desfazer o que demorei dez anos pra tornar sólido, lucrativo e importante pra mim. Esse escritório pode não ser muita coisa pro César, mas é a minha vida toda. Me dediquei noite e dia pra sermos uma das melhores sociedades de advogados de São Paulo, não vou abrir mão desse sonho por causa dele. Tomo meu café e respiro fundo. - Vou superar o par de chifres! - O par? Se ele comeu mesmo todas as assistentes, você virou uma arvore galhuda. Olho brava para Juliana, mas não seguro muito a raiva quando ela começa a rir. - Desculpa! - Eu só queria conseguir elimina-lo da minha vida, de dentro de mim. Não me importar com coisas como acabei de ver. - Giovana, vocês se divorciaram há seis meses, tenha paciência. - Tudo isso? - Sim! Meu Deus! Faz oito meses que não beijo na boca e não faço sexo. Acho que nem sei mais como é um orgasmo. - Acho melhor ir! Juliana comenta olhando a janela e viro o resto do café. - Ainda não sei porque aceitei dar aulas na faculdade. - Você queria fugir de suas noites chatas lembrando do seu casamento fracassado. - Juliana, sua sinceridade às vezes me irrita. - De nada! Pego meu casaco, minha pasta, meu celular e respiro fundo. - Seja o que Deus quiser. Só espero ter paciência com esses jovens de hoje. - Você só tem trinta e cinco anos e fala como se fosse uma velha de oitenta. - Sou uma jovem mulher de trinta e cinco anos por fora, que esconde a velha de oitenta por dentro. Pisco pra Juliana e saio da minha sala correndo, tentando chegar à faculdade antes da chuva. ******************** Faz dez minutos que estou dentro do carro parado no estacionamento, observando a chuva alagar tudo. A faculdade fica do outro lado da rua e descobri que não tenho um maldito guarda chuva. A aula começa em cinco minutos e preciso sair daqui. Pego a pasta, meu casaco e o coloco sobre minha cabeça. Respiro milhões de vezes antes de abrir a porta e quando faço, saio correndo feito uma louca em direção à entrada. Passo por alguns jovens alunos que caminham na chuva forte como se as gotas não fossem atingi-los. Parece que quanto mais velho você fica, mais você corre das coisas da vida. A chuva está tão forte e o vento tão intenso, que as gostas de água batem em todos os lados do meu corpo. Finalmente chego à parte coberta da faculdade e tiro o casaco da cabeça. Minha pasta está toda molhada e agradeço mentalmente por ser de couro. Pego meu crachá da bolsa, apresento ao segurança e passo pela catraca dos professores. A aula já devia ter começado e ainda estou no térreo. Corro para um elevador com as portas abertas, mas vejo que começa a se fechar. - Segura! Grito na intenção de que alguém dentro me escute. Uma mão segura à porta e entro rápido. - Obrigada! Digo a um jovem, que sorri pra mim. Meus olhos rapidamente percorrem sua camisa branca molhada colada ao corpo definido e vejo uma tatuagem no ombro direito, pegando o peito. Desço os olhos conforme a camisa branca colada me permite ver mais desse corpo muito, muito, muito definido e sarado. Um pigarrear me faz erguer os olhos e vejo o jovem me encarando com um sorriso malicioso. Merda! A tiazinha aqui foi pega devorando a criancinha com os olhos. Antes de me virar, olho o rosto dele, que é tão perfeito quanto seu corpo. Ele é alto, deve ter seus quase 1.90mts, olhos escuros, pele morena, lábios muito carnudos, cabelo raspado, um brinco de argola pequena na orelha esquerda, bem de adolescente rebelde. Viro rápido e espero o elevador subir ao décimo andar. É o único botão apertado e sei que o jovem sarado e rebelde vai para o mesmo andar que o meu. Só espero que não seja na minha sala, não quero vê-lo com sorrisinho pra mim, por tê-lo levemente cobiçado. No segundo andar o elevador lota e tenho que recuar. Ai merda! Sinto um corpo atrás do meu quando o elevador lota demais com muitos alunos falantes. Eu sei de quem é o corpo e só consigo pensar nos músculos, na tatuagem, na boca e nos olhos escuros me encarando com malicia. Fecho meus olhos, aperto a pasta contra o meu peito e sua respiração bate perto do meu ouvido. Esse elevador é devagar demais. Finalmente chegamos ao décimo andar e quando as portas se abrem, empurro as pessoas da frente e escuto os resmungos. Saio do elevador e a passos rápidos sigo para a sala 1010. Abro a porta, entro e quando vou fecha-la, o jovem aluno gostoso impede. Ah não! Ele sorri pra mim e ignorando o belo sorriso, o deixo na porta e vou pra mesa. Coloco minha pasta sobre a mesa, deixo meu celular no mudo e percebo que meu casaco, assim como grande parte da minha roupa está molhada. Penduro na cadeira pra secar um pouco e respiro fundo. Viro para a turma de cinquenta jovens estudantes do segundo ano de direito e abro um pequeno sorriso. - Boa noite a todos! Sou Giovana Palocci, professora de direito de família de vocês. Começam murmurinhos, risos e quero entender qual a graça. O jovem do elevador se levanta no fundo da sala, abre sua mochila e tira uma jaqueta cinza. Vem em minha direção e se coloca a minha frente. - É melhor usar isso! Sussurra me olhando e coloca sua jaqueta em minhas costas. - Por que? Questiono sem entender e seus olhos vão pra minha camisa social branca, completamente transparente como a camiseta dele. A merda do meu sutiã preto bem evidente e quero me dar um soco. Como não percebi que estava exposta assim? Acho que estava mais atenta a exposição de outra pessoa. - Pronto! Ele diz após fechar o zíper da jaqueta, me cobrindo por completo. - Obrigada! Agradeço sem graça e sua língua passa suavemente em seus lábios. - Eu que agradeço a bela visão. Pisca safado e se vira, voltando para o seu lugar. Tenho certeza que estou ruborizando. Os risos continuam e é hora de me impor. - Espero que fiquem felizes assim quando olharem as notas no fim do semestre. O silêncio surge e me viro pra lousa. - Essa primeira aula será de apresentação e vou passar o cronograma da matéria. ****************** A aula termina e recolho minhas coisas. Os alunos vão saindo para o intervalo e me preparo pra ir pra casa. Hoje só tenho aula no primeiro período. Uma sombra surge sobre mim e viro a cabeça pra ver quem é. - Preciso te devolver a jaqueta. - Pode usa-la nas próximas aulas. - Não tenho mais aulas hoje. Retiro a jaqueta e rapidamente visto meu casaco ainda molhado. - Obrigada mais uma vez. - André! Diz seu nome como se eu não tivesse gravado após a chamada. Também descobri que tem apenas vinte anos e é filho de um advogado atuante de um escritório próximo ao meu. Dr. Edgar Fanzinni, pai do meu aluno André Fanzinni. - Boa noite! Digo ao me virar e ele responde com a voz rouca e sensual. - Boa noite, Giovana!

Capítulo 2 2

" Olho mais uma vez o quinto parágrafo da proposta de acordo do processo da Sra. Vasquez, mas minha atenção não está nesse documento, mas sim nas lembranças daquele elevador, aquela camisa branca molhada e aquele corpo jovem bem definido. Escuto batidas na porta e só pode ser a Juliana pra saber se está tudo certo com o acordo. - Pode entrar! Digo sem olhar a porta e foco no quinto parágrafo. Escuto a porta abrir, se fechar e nada da voz da Juliana me cobrando. O som da chave trancando a porta me deixa confusa. Ergo meus olhos e levo um susto enorme ao ver André parado perto da minha mesa. - O que... você faz... aqui? Pergunto gaguejando e olhando em volta como se alguém fosse aparecer. - Não consigo parar de pensar em você. Diz com a voz pesada, carregada de desejo e meu corpo todo se arrepia. Ele não precisa saber que também não paro de pensar nele. - É melhor ir embora. Peço me levantando da cadeira e o vejo fazer o contrario do que disse e se aproximar. - André, é melhor sair daqui. Seu sorriso malicioso faz minhas pernas bambearem, mas tento me manter firme no olhar. Mais dois passos e ele está quase colado em mim. Meus 1.73mts de altura mais o salto, não me fazem ficar a sua altura, minha testa fica perto de sua boca. Decido não erguer a cabeça pra não cair na tentação. Aspiro o ar com força pra me acalmar e manter distância, mas a única coisa que aspiro é seu perfume forte, que faz meu corpo deseja-lo ainda mais. Repreendo meu corpo e minha mente por desejar me entregar a esse garoto de apenas vinte anos. Prendo minha respiração ao sentir sua mão direita se apoiar em minha cintura e seus dedos fazem uma leve pressão em minha carne. Isso é errado, muito errado! Sua mão esquerda se encaixa em meu pescoço e levanto minha cabeça para olha-lo. Seus olhos escuros miram meus lábios, assim como os meus focam nos dele. Sua mão desce da minha cintura para a minha bunda e a segura firme levando meu corpo para o dele. Seu nariz encosta no meu e nossas bocas ficam muito próximas. Seus dedos puxam o tecido da minha saia e vai embolando tudo em sua mão, até minha bunda ficar completamente descoberta. O safado sorri e em segundos está com os dedos procurando minha calcinha no meio da bunda. Solta um gemido baixo ao encontrar o pequeno fio bem escondido. Sua respiração acelera junto com a minha e seus lábios deslizam sobre os meus bem lentamente. - Vou te comer gostoso em cima da sua mesa. Traz sua boca ao meu ouvido e fecho meus olhos. - Você quer? Beija meu pescoço e mesmo sabendo que o certo seria dizer não, minha boca não obedece. - Sim! Seu braço forte agarra minha cintura e com uma facilidade absurda me tira do chão e me senta sobre a mesa. Enquanto suas mãos jogam tudo no chão, as minhas só pensam em livrar esse corpo lindo e jovem dessas roupas. Tiro sua jaqueta e sua boca avança na minha, cheia de fome. O choque de nossos lábios só queimam ainda mais o desejo dentro de mim. André enfia sua língua em minha boca e sem qualquer pudor percorre cada canto que encontra, como se estivesse fodendo minha boca. O beijo desesperado da juventude, que saudade disso, dessa pegada como se o pai dele fosse nos pegar a qualquer momento. Suas mãos sem muita paciência quase rasgam minha blusa de seda para expor meus seios. Sua boca desce pelo meu pescoço, entre a camisa aberta, passa pelo meio do sutiã e sua língua curiosa tenta achar meu mamilo no tecido rendando que o cobre. Suas enormes mãos o ajudam a libertar meus seios e então seus lábios carnudos se moldam em meu mamilo e sugam com uma vontade jovial. Um gemido alto escapa da minha boca que logo é preenchida por seu dedo, implorando pra ser sugado. Mordo seu dedo, chupo, acompanhando a tortura que André faz em meus seios. Seus dentes dançam sobre meu bico duro e o desespero pra gozar só aumenta. Minhas pernas puxam seu quadril pra frente e minhas mãos tentam encontrar a abertura de sua calça. - Não! Ele diz se afastando e lambendo os lábios. Arranca sua camiseta e coloca junto com a jaqueta. - Ainda não! Roda a mesa e vem pra trás de mim. Me puxa pra deitar e quando minhas costas estão na mesa por completo ele se curva voltando a boca para os meus seios e sua mão direita desce pela minha barriga até minha calcinha. Entra no tecido e encontra meu sexo molhado e cheio de desejo por ele. Seus dedos afundam em mim e meu grito de prazer sai mais alto do que devia. Colo meus lábios em seu peito perto da tatuagem e abafo meus gemidos contra a sua pele. Sua boca e seus dedos fazem um trabalho maravilhoso e meu corpo está pronto pra libertar meu prazer. André para tudo e me deixa ofegante, excitada, desesperada pra gozar sobre a mesa. Meu corpo se contorce e os tremores chegam a ser incontroláveis. Vejo ir para a frente do meu corpo e agarrando minhas pernas me puxa pra frente, mais na beirada da mesa. Suas mãos agarram as laterais da minha calcinha e vem passando pelas minhas pernas, até tirar de mim. Ergue minhas pernas em seu peito e sinto seu volume em meu sexo. Ele rebola, beija minha perna e o desespero me consome mais e mais. Vem empurrando minhas pernas pra frente do meu corpo, abraço uma parte delas e sua boca desce para o meu sexo. Seus lábios tocam meu sexo e grito de prazer. Sua língua vai sentindo meu sabor e quando seus dedos cravam em minha bunda, sua língua penetra meu sexo bem gostoso. Isso é errado! Isso é errado! Minha mente grita, mas já é tarde demais pra fugir do pecado. - Giovana! Vai enfiando mais e mais a língua e estou perto de gozar. - Giovana!" Um grito me assusta e abro meus olhos. Juliana está na minha frente assustada, enquanto estou na minha cadeira toda largada e ofegante. Olho em volta e não vejo o André. - Estava dormindo? Pergunta e me arrumo na cadeira. - Acho que sim! Tento acalmar minha respiração. - Estava tendo um pesadelo? Seu corpo estava se contorcendo todo. - Estava! Minto, porque ela não precisa saber dos meus sonhos eróticos com um aluno da faculdade. - Deve ser por causa do idiota do César. Fala e só balanço a cabeça confirmando. - O estagiário do Dr. Fanzinni está aqui com a minuta do acordo para assinar, se estiver tudo certo. - Certo! Pode manda-lo entrar. Juliana sai da minha sala e arrumo meu cabelo e minha camisa de seda. - Pode entrar a Dra. Palocci já está aguardando você. Escuto Juliana dizer ao estagiário e meus olhos focam na porta esperando o garoto. Quando a porta se abre e André entra, meu sonho todo parece se tornar real e meu coração acelera. Não! Não! Não! André vem se aproximando e meu coração parece chegar na boca. - Oi! Diz com a voz rouca e um sorriso lindo de canto de boca. - Você fica ainda mais linda de cabelo solto.

Capítulo 3 2

Minhas mãos automaticamente vão para o meu cabelo e tento de forma desajeitada recolher meus cachos e prender em um coque. O que estou fazendo? André acabou de dizer que fico linda de cabelo solto e vou prender? "Sim, ele não é pro seu bico! Não está ainda louca pra adotar uma criança!" Meu inconsciente me repreende e me sinto uma velha safada. - Imagino que isso em suas mãos seja o acordo! Digo firme, mostrando que ignoro seu comentário. - Sim! Ao invés dele vir a frente da minha mesa me entregar, dá a volta e vem para o meu lado. Tento não lembrar do sonho, mas é impossível. - Se estiver tudo certo, Dr. Fanzinni pediu para assinar. Dr. Fanzinni? Ele é todo profissional com o pai ou está falando assim achando que não sei o grau de parentesco dos dois? - Certo! Vou ler e depois peço ao meu estagiário para levar até o escritório do Dr. Fanzinni. Se tiver algo a alterar comunico por email ou ligo para o doutor. André senta na minha mesa e me olha. Ergo uma sobrancelha mostrando que não gostei de sua liberdade e ganho um sorriso safado. - Vou ficar aqui te olhando enquanto lê. - Por que? - Aprendizado? Tenta não rir, mas não consegue. - Nem você acreditou em uma desculpa dessa. - Sou um aluno que aprende muito na prática, observando. Como uma professora excelente que é, acredito que não se importe em me deixar aprender apenas te olhando. - Aprenderia mais se olhasse para o acordo e não pra mim. - Lê ele pra mim, enquanto olho pra você. Agora sou eu quem está rindo. - Caro estudante de direito, a leitura minha de uma minuta de acordo não sai de graça. Minha cliente está me pagando muito bem pra fazer isso agora e não farei de graça pra você. - Pago pra que leia pra mim e bem devagar, pra que eu possa me deliciar com seus lábios se movendo por um bom tempo. Giro minha cadeira e fico de frente para o jovem bem atrevido a minha frente. - Não acho que tenha dinheiro pra bancar isso. Vem pra cima de mim, apoia as mãos nos braços da cadeira e deixa o rosto bem de frente com o meu. É atrevido demais para apenas vinte anos. - Precisa pagar com dinheiro? Tento de verdade conter minha cara de choque, mas imagino que tenha falhado, já que ele sorri como se tivesse conquistado algo incrível. - Já vi professores assediando alunas, mas é a primeira vez que vejo um aluno assediar uma professora. - Acho que não estamos em uma sala de aula pra concretizar assédio de aluno a professora. Acho que aqui temos uma deliciosa advogada e um homem com um tesão louco nela. - André, não sou o tipo de mulher que se envolve com homens mais novos. Se está procurando uma mulher madura que te banque ou te ensine a foder garotinhas, é melhor procurar em outro lugar. Levanto e tento sair de perto dele, mas seu braço é rápido e me puxa pra ele, fazendo minha bunda bater contra seu corpo. Volta a sentar na mesa, me leva com ele e sento bem em cima da sua ereção. - Não preciso de dinheiro... Sussurra perto do meu ouvido e agora seus dois braços envolvem meu corpo. Ele é grande e consegue me fazer sentir pequena em seus braços. Nunca me senti assim com o César e talvez seja o fato de que éramos quase do mesmo tamanho. André é muito alto e gostoso. - E sei foder muito bem! Sua mão espalma em minha barriga e vai descendo para a minha saia. - Só consigo pensar em você naquela camisa molhada... Sua voz é rouca e sexy. - O quanto eu queria beijar sua pele molhada, seus seios e saber o gosto que tem. - Vai continuar imaginando meu gosto. Digo ofegante e me afasto dele, antes que sua mão chegasse entre minhas pernas. - Avise ao Dr. Franzinni que entrarei em contato. Pode ir! Digo andando pra bem longe do André, sentindo meu corpo queimar. Paro perto a janela, buscando algum vento e ao invés dele sair da minha sala, senta em uma das cadeiras em frente a minha mesa. - Vou esperar! - André... - Não vou te tocar e não abrirei minha boca. Coloca sua perna direita sobre a esquerda e passa a mão no queixo enquanto me olha. Pela primeira vez reparo em sua roupa e não parece se vestir como um estudante de direito, estagiário. Mantém sua roupa de pegador largado. Jeans surrado, camiseta básica e um tênis mais básico. Típico filho de papai que faz estágio na empresa da família. Isso explica o fato dele achar que sou um objeto de desejo que ele pode ter, consumir. As jovenzinhas com quem se envolve devem abrir as pernas a cada sorriso e dizer amém as suas ordens. - Você tem problemas em ouvir não ou a não conseguir o que quer? Pergunto e vou pra minha mesa. - Normamente não desisto do que quero. Responde e passa a mão em seus lábios, me olhando como um caçador. - Existe uma grande diferença entre não desistir de sonhos ou de conquistas e... Pego o acordo sobre a mesa e encaro seus olhos. - Ser mimado e não aceitar um não. Quando uma mulher diz não, aprenda a aceitar e acatar o desejo dela. Jogo o acordo nele que pega assustado. - Não sei com que tipo de mulher costuma se divertir, mas saiba que esse parque de diversões não é pra crianças. Ando em direção a minha porta e a abro. - Diga ao Dr. Franzinni que não irei assinar o acordo e se quiser saber o motivo pode me ligar. André se levanta da cadeira e não parece preocupado com o fato de que posso contar o que fez ao pai dele e que por isso o acordo está por um fio. Para ao meu lado e ficamos nos olhando. O filho da mãe abre um sorriso debochado e enrola o acordo fazendo um canudo. Aproxima mais e continuo firme segurando a porta. Sua mão se ergue, seu dedo se encaixa na abertura entre dois botões e ele puxa minha camisa pra frente, expondo mais meu decote. Coloca o acordo entre meus seios e solta a camisa. - Venho buscar ás 17h! Diz e não tenho espaço pra recuar quando ele vem pro meu ouvido. - Se seu desejo fosse mesmo dizer não pra mim, respeitaria sem problemas. Seus lábios roçam a pele do meu pescoço e seguro o gemido na garganta. - Mas você me quer tanto quanto eu te quero. Vem passando os lábios na lateral do meu rosto e quando chega perto da minha boca, se afasta me deixando com vontade de sentir seu beijo. - É só questão de tempo pra que entenda que nossas peles precisam se tocar, que meu corpo precisa se fundir ao seu. Vai se afastando e saindo da porta. - Eu sei como se sente quando está perto de mim... Seus olhos medem meu corpo por inteiro. - Esse calor não queima apenas você, Giovana. Vai embora e me deixa sem ar, sem forças e sem palavras pra responder. Fecho a porta e arranco o acordo de dentro dos meus seios. Jogo ele sobre a mesa e vou até a janela. Abro ela toda e o vento que bate em meu corpo alivia a ardência, o desejo me consumindo. - Não cai nessa cantada barata! Não se atreva a pensar na hipótese de dormir com esse garoto! Digo a mim mesma para me convencer de que é errado, muito errado. ******************** Entro na ultima página do acordo e vejo que tem um pequeno papel colado nele, idêntico aos que eu uso como lembretes. " Podemos discutir melhor o acordo em um jantar hoje a noite! Edgar Fanzinni"

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