Não existe limites para o amor.
Capítulo 1 ♥ PRÓLOGO♥

Noah Miller. Sábado.  Rapidamente sento na cama e isso fez a minha cabeça girar de uma vez. Porra! Que vontade enorme de vomitar, eu nunca mais irei beber daquele jeito. Passei a mão no meu rosto. Onde eu estou? Apoiei a minha mão na cama e senti algo, olhei para o lado e vejo.... Andrea De Luco!!!!!! Meu corpo todo começou a tremer. O que está acontecendo aqui? Tentei me afastar do seu corpo e toquei em algo macio, olhei para trás e quase tenho um infarto ao ver o Matteo De Luca. O que aconteceu? Olhei para o meu corpo e percebi que eu estou nu, assim como eles dois também estão nus. Puta que pariu!!!!!! Conseguir sair da cama com muito cuidado para não acordá-los, me vestir na velocidade da luz e peguei tudo o que eu precisava, rapidamente sai do quarto e notei que ainda estamos na boate. Porra!! Porra!!Porra!! Sai correndo para fora desse lugar sem olhar para trás, eu não consigo lembrar de nada, o que aconteceu? Nós realmente transamos? Claro que transamos, meu quadril está doendo demais e ainda por cima tem marcas de chupões pelo meu corpo. Parei de andar e olhei para minhas mãos que tremia por causa do nervosismo. Eu perdi a minha virgindade com o casal mais famosos dos Estados Unidos e eu não lembro de nada. Porra!

Capítulo 2 ♥ CAPÍTULO UM ♥

Noé Miller. Sexta-Feira. 06:50 ― Casa dos Miller ― Quarto do Noah ― Nova York ― EUA. ― Noah!! Levanta essa bunda da cama agora!!! ― Minha mãe gritou do lado de fora do meu quarto. ― Não me faça te bater garoto, levanta agora! ― Eu já levantei mãe!! ― Falei um pouco alto para ela ouvir. ― Então vá se arrumar logo! Soltei um suspiro com isso, sempre é assim toda manhã, isso acaba me cansando demais. Eu sou um garoto de vinte e dois anos e magro, meus pais são bem diferente de mim, eles tem um corpo bem normal, diferente de mim que é magrelo e ainda por cima nerd.  Eu tenho dois irmãos, uma irmã chamada Carol que tem vinte e cinco anos e um irmão chamado Charles que tem vinte e seis anos. ― Eu sou o mais novo da família e sempre sou alguém deixado para trás, minha família é bastante ocupados com os seus trabalhos e mal tem tempo para mim.  Suspirei mais uma vez e levantei da cama indo para o banheiro, eu faço de faculdade de administração faz dois anos, eu já penso em desistir de tão difícil que é fazer faculdade, mas eu não paro porque eu penso no meu futuro e porque eu quero sair daqui de casa, meus pais são bons, mas querendo ou não eu quero ter meu próprio canto.  Entrei no banheiro e fui andando para a pia. ― Eu estou um lixo. ― Suspirei e peguei a minha escova de dente e também peguei a pasta. Coloquei na escova e comecei a escovar os dentes tranquilamente. Também tem outro motivo que me fez pensar em sair da faculdade, é que os meus colegas de classe são muito idiotas, sempre vivem pegando no meu pé por eu ser um garoto nerd e magrelo, eles ainda não sabem que eu sou gay, mas vivem me chamando de nerd e de gay por eu andar com o meu melhor amigo que é gay. ― Nós sempre ignoramos isso porque não vale a pena tentar rebater, só que isso é algo que mexe muito comigo, mesmo eu tentando ignorar é algo muito irritante.  Que vida boa eu tenho. Cuspi na pia e lavei a minha boca e depois o meu rosto, tirei o meu pijama e coloquei em pendurado no cabide do banheiro, eu só o usei ontem para dormir, não está sujo, posso muito bem usá-lo quando eu for dormir hoje de noite. ― Entrei debaixo do chuveiro e liguei, suspirei ao sentir a água gelada cair sobre o meu corpo. Eu juro, quando eu tiver um emprego e ganhar dinheiro, irei sair dessa casa e conseguir um chuveiro elétrico, não aguento ficar tomando banho o tempo todo gelado, isso é muito ruim. Até em dias de frios eu tenho que tomar banho de água gelada, isso é a pior coisa do mundo, eu quero poder ter as minhas próprias coisinhas e viver em paz. Minha família não tem muitas condições, meu pai trabalha como porteiro em um prédio que eu não sei o nome até hoje, eu nunca perguntei mesmo. Minha mãe trabalha em uma lanchonete junto com a minha irmã, minha mãe indicou a minha irmã para trabalhar nos dias de sábado e domingo, meu irmão também trabalha, ele é único da casa que ganha bem por trabalhar em um banco. Eu sou o único que não trabalha, eu queria muito trabalhar mais a minha família disse que agora não, minha mãe disse que eu devo focar nos meus estudos primeiro e depois eu devo trabalhar. ― A minha casa tem três quartos, meu irmão dorme com a minha irmã, ele disse que não gostaria de dividir a cama comigo por eu me mexer muito.  Idiota. Desliguei o chuveiro e peguei a toalha que estava em pendurado no outro cabide que fica perto do chuveiro, sai do banheiro me enxugando e fui andando até o guarda-roupa. ― Qual roupa eu devo ir hoje? Hoje é sexta-feira, acho que vou colocar algo simples, não estou muito a fim de colocar algo caprichoso. Escolhi uma calça jeans preta, uma camisa social azul, um tênis branco e uma cueca também preta. Comecei a me vestir tranquilamente e olhei para o relógio na parede e vejo que é sete e quinze, a primeira aula da faculdade começa as oito, ainda tenho tempo, o bom é que a minha casa é perto da faculdade. ― Assim que terminei de me arrumar levei a toalha de volta ao banheiro, pendurei ela direitinho e bem aberto para pode enxugar, sai do banheiro e fui até a minha mochila verificar as coisas. ― Livros, canetas, lápis, caderno... Tudo certo. ― Fechei a bolsa. ― Cadê o meu celular? Olhei em volta no meu quarto e fui até o travesseiro e levantei o vendo, o peguei e liguei vendo que tinha uma mensagem do Dylan. Mensagem: Dylan: Bebê, vamos sair hoje à noite, você pode? >07:00< Sair para onde? Eu gostaria mesmo de sair hoje, mas conhecendo o Dylan, talvez seja para algum bar ou boate. Eu: Na faculdade nós conversamos melhor, estou saindo de casa já. >07:17< Guardei o celular no bolso da calça e fui até a mesinha onde tem pentes e perfumes, peguei um pente e comecei a pentear o meu cabelo o colocando para trás, passei perfume no meu pescoço e um pouco na camisa, coloquei os meus óculos e já fui pegando a minha mochila e saindo do quarto. ― Fui andando tranquilamente pelo corredor e desci as escadas, vejo meu pai dando um beijo na minha mãe. ― Estou indo querida. ― Falou sorrindo para ela. ― Se cuide amor, pegou o seu almoço? ― Perguntou toda preocupada. ― Sim, não precisa se preocupar. ― Ele olhou para mim. ― Deveria ter descido há dez minutos Noah.  Suspirei com isso. ― Sinto muito pai. ― Ele revirou os olhos. ― Tanto faz. ― Ele olhou para a minha mãe sorriu. ― Estou indo, eu te amo. ― Também te amo querido. Ele saiu de casa nos deixando sozinhos. ― O que faz ai parado Noah? Vai pegar os seus sanduíches e caia fora daqui garoto, eu tenho que sair para trabalhar também. ― Falou toda grossa, nem parece a mulher carinhosa de agora pouco. ― Sim senhora. Fui andando para a cozinha e vejo dois sanduíches no prato, peguei os dois e já fui saindo da cozinha, não encontro mais a minha mãe na sala e vou saindo de casa, fecho a porta atrás de mim e vou descendo os degraus que tem na porta de casa. Espero que pelo menos ninguém tire onda comigo na faculdade, eu não aguento mais isso.

Capítulo 3 ♥ CAPÍTULO DOIS♥

Noah Miller. Sexta-Feira. O caminho para a faculdade foi bastante tranquila, tirando o fato das pessoas me olharem estranho por eu está comendo dois sanduíches enquanto ando, a única coisa que eu fiz foi ignorar. ― Vejo o Dylan atravessando a rua. ― Dylan!! ― Chamei a sua atenção. O mesmo olhou para mim e acenou com a mão, fui andando em passos rápidos até ele. ― Noah! ― Ele me abraçou. ― Eu senti sua falta. ― Isso me fez revirar os olhos. ― Você me viu ontem Dylan. ― Ele riu e entrelaçou os nossos braços. ― Qual é? Eu não posso sentir falta do meu melhor amigo não? ― Bufei com isso. ― Tudo bem, eu também senti a sua falta. ― Na verdade eu senti mesmo. Ficar dentro de casa sendo o tempo todo insultado é algo bastante irritante. ― Então, para onde você quer me levar? ― Perguntei enquanto voltamos andar. ― Podemos ir para uma boate. ― Olhei surpreso para ele. ― O que? ― Você está louco? Deste enquanto eu gosto desse tipo de lugar? ― O mesmo bufou. ― Pare de se colocar para baixo Noah, você é lindo. ― Neguei com a cabeça. ― Eu não me importo com isso Dylan, eu só não me sinto confortável em um lugar daquele. ― Você tem que sair um pouco Noah, vai querer sempre passar o seu final de semana com sua família que só vive trabalhando? Eles são idiotas demais, então vamos sair um pouco, relaxar um pouco. Soltei um suspiro com isso. ― Mas... Eu tenho vergonha. ― Falei parando de andar e olhei para o chão. ― É muito difícil conseguir ter uma boa autoestima com aqueles idiotas da nossa sala. ― Eu sei como é difícil ficar ouvindo essas coisas sobre você Noah, mas você é um jovem muito lindo, eu não estou falando isso porque eu sou o seu amigo, eu estou falando isso porque é verdade. Sorrir de lado com isso. ― Eu realmente agradeço por você ser o meu amigo. ― Ele sorriu e me abraçou. ― E sempre pode contar comigo para tudo. ― Valeu. ― Agora vamos para aquele inferno que chamamos de faculdade. ― Isso me fez rir. Voltamos andar. ― Você viu a noticia daquele casal De Luca? ― Olhei para ele. ― Não, o que aconteceu? ― Perguntei curioso. ― Tem boatos rodando por ai que eles são bissexuais. ― Fiquei muito surpreso com essa informação. ― Mas você acredita mesmo nisso? ― Perguntei e o mesmo deu de ombro. ― Pra falar a verdade não, eu não acredito muito nisso. Deve ser pessoas que querem ficar com eles e criam essa ilusão deles. ― Acenei com a cabeça. ― Isso é de se esperar mesmo, eles são o casal mais famoso dos Estados Unidos, mesmo eles sendo italianos. Deve ter muitas pessoas querendo ter uma chance de poder ter um deles em suas camas. ― Falei e o mesmo concordou. ― Eu até queria. ― Ele falou rindo e isso me fez negar com a cabeça. 08:15 ―  Columbia University ― Nova York ― EUA.  Soltamos um suspiro quando chegamos à faculdade. ― A nossa felicidade terminou. ― Falei cabisbaixo. ― Sim, vamos entrar. Seguimos para dentro da faculdade e ignoramos todos no caminho que ficavam sorrindo maliciosamente para nós. ― Você vai sair comigo hoje? ― Perguntou novamente. ― Eu não sei Dylan. ― Falei um pouco inseguro. ― Por favor, Noah. ― Ele juntou suas mãos e me olhou com a sua carinha de pidão. ― Não me olhe assim, por favor. ― Ele continuou olhando e isso me fez suspirar derrotado. ― Tudo bem, nós podemos ir. ― Ele começou a dar um pulinho de animação. ― Nós vamos se divertir bastante. ― Falou muito animado. O Dylan tem vinte e três anos mais ele nem parece que tem essa idade, o mesmo é muito infantil quando quer ser, ele é baixinho, moreno, a cor dos seus cabelos é roxo, ele pintou recentemente e a cor dos seus olhos é verde claro. ― Nós se conhecemos na biblioteca da faculdade, eu estava lendo um livro de ciências quando ele chegou e se sentou na minha mesa já puxando papo, depois disso nós se tornamos amigos. ― Que hora? ― Perguntei enquanto o mesmo dá ainda pulinhos animados. ― Podemos ir de oito, se estiver tudo bem para você é claro. ― Acenei com a cabeça. ― Tudo bem, a minha família daria glória a Deus por eu está saindo depois de mil anos. ― Falei enquanto entravamos na nossa sala. ― Você pode dormir lá em casa depois da boate. ― Neguei com a cabeça. ― Eles não vão deixar, eles tem medo de me deixar dormir na casa dos outros. ― Falei contragosto. ― Seus pais são protetores demais, mas eles só vivem trabalhando e te deixando de lado ― Falou irritado. ― Não precisa ficar irritado com isso Dylan. ― Sentamos em nossos lugares de sempre. ― Eu já estou até acostumado com isso. ― Você não tem que se acostumar a ser esquecido o tempo todo Noah, se eu pudesse, eu te roubaria da sua família. ― Coloquei a minha mão em cima da dele. ― Eu realmente te agradeço por isso, mas não precisa ficar estressado com isso Dylan. ― Ele suspirou com isso. ― Tudo bem, eu vou tentar me controlar um pouco. ― Sorrir com isso. ― Obrigado. ― Olha pessoal, o casal da sala! ― O Jacob falou alto atraindo atenção das pessoas. Ele é o garoto mais popular da faculdade, ele já pegou todas as garotas daqui e inclusive até as professoras, bom, é o que dizem os boatos. Ele é alto, talvez tenha um metro e oitenta e pouco, é branco, a cor dos seus cabelos é preto, tem uma tatuagem no pescoço e a cor dos seus olhos é castanho claro. ― As bichas já vão começar a se pegar tão cedo? ― Falou sorrindo maldoso e isso me fez suspirar. ― E o babaca vai começar implicar tão cedo? ― Dylan perguntou sério. Ele sorriu de lado. ― Vejo que a bichinha é feroz. ― Ele olhou para mim. ― Deveria controlar melhor o seu animalzinho. Olhei surpreso para ele. ― Animal? Você me chamou de animal!!? ― Dylan se levantou irritado. ― Dylan. ― Segurei o seu pulso. ― Chamei sim. ― Ele se aproximou ficando cara a cara do Dylan. ― Vai fazer o que? ― Já chega vocês três!! ― Olhamos para trás vendo o professor entrar. ― Vão se sentar agora! ― Você tem sorte. ― Falou dando as costas para nós. ― Esse infeliz do caralho! ― Ele se sentou muito irritado. ― Eu odeio esse puto! Tenho uma enorme vontade de mata-lo, mas infelizmente eu não quero ser preso. Segurei a sua mão e ele sorriu de leve. ― Eu sei que você prefere ignorar para não arrumar briga, só que eu não consigo ignorar, sinto muito. ― Sorrir para ele. ― Não tem nenhum problema com isso Dylan, pode ficar tranquilo. ― Ele acenou com a cabeça e voltamos a prestar atenção no professor. Eu me pergunto o porquê dele sempre implicar conosco, eu tenho certeza que não existe somente nós de gays aqui, mas ele gosta muito de pegar no nosso pé. E também eu não sou o único nerd daqui, esse Jacob é um tremendo idiota. Eu realmente preciso de uma cerveja para afogar as minhas magoas.

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