A MAFIOSA NA MÁFIA
Capítulo 1 PROLOGO

LORENA NARRANDO Eu encontro Marcos conversando no celular no final de um corredor, eu olho para todos os lados e vejo que não tinha ninguém me seguindo, eu ando em sua direção e o mesmo desliga a chamada e quando se vira, dar de cara comigo, eu tranco a porta e o encaro. — Boa noite – eu falo colocando a minha taça de vinho em uma mesinha que tinha. — Boa noite – ele responde — Eu ainda não tive o prazer de me apresentar a você sem o meu marido por perto – eu me aproximo – Lorena – eu estendo a mão para ele. — Marcos – ele fala beijando a minha mão – achei que você era muda. — Normalmente as mulheres são apagadas perto dos homens. — Bom – ele me olha de cima a baixo – difícil uma mulher tão bonita como você ser apagada por aquele lá. — Preciso concordar com você – eu me aproximo ainda mais dele.. — Me diz, o que uma mulher tão bonita faz ao lado daquele homem? — Talvez para me interessar pelos futuros sócios do meu marido – eu coloco a mão sobre o seu ombro e ele encara as minhas mãos. — Seu marido está a alguns metros de nós, isso torna tudo isso perigoso. — Eu gosto do perigo, da adrenalina – eu falo encostando a minha boca em seu pescoço – acredito que tanto quanto você. – ele passa a mão pela minha cintura e me puxa para perto dele e a gente se beija. Sua mão passa pelo meu corpo todo, ele me joga contra uma cômoda e me coloca em cima, ele abre o meu vestido atrás, e eu afasto ele do meu corpo tirando meu vestido lentamente olhando em seus olhos. Eu puxo ele pela gola da sua camiseta social, e começo a desabotoar botão por botão da sua camiseta, revelando sua barriga tanquinho e todas as suas tatuagem, eu sentia ainda mais tesão por homens tatuados, eu começo a beijar o seu peito e ele passa a sua mão pelo meu pescoço, levantando meu rosto e beijando o meu pescoço, sua outra mão passa para os meus seios e vai descendo pela minha intimidade. — Lorena, você está ai? – A voz de Alexandre soa atrás da porta e Marcos pega a arma na mão, eu faço sinal de não e ele aponta para arma, eu passo por Marcos – Lorena? — Sim – eu respondo — Você está sozinha? Abre a porta agora – ele começa a bater na porta e tentar forçar ela para abrir.

Capítulo 2 1

LORENA NARRANDO Eu Abro a janela e vejo o dia chuvoso e cheio de neblina, eu amo quando o dia amanhece dessa forma, não tinha paciência para dias de sol, pessoas felizes e nada do tipo. — Bom dia senhora Lorena – A governanta fala logo que abro a porta. — Bom dia – eu olho para ela de cima a baixo – cadê meu marido? — Ele saiu logo cedo. — Meu pai? — Também. — Os dois saíram juntos? — Sim, senhora. O seu café está pronto. — Por favor, me sirva no escritório do meu marido. — O senhor Alexandre disse – eu a interrompo — Me sirva no escritório do meu marido, obrigada. — Sim, senhora. — Ah – eu falo olhando para ela – passe o lençol antes de colocar na cama, eu senti ele amassado quando eu deitei essa noite. — Desculpa, irei passar ele todo novamente. — Um novo, quero que coloque um lençol novo, o cheiro de Alexandre me enoja. — Sim, senhora. — Não fique respondendo sim, senhora o tempo todo. Senhora está no céu e eu tenho a mesma idade que você. – ela me encara – quantos anos você tem? — 20 anos – ela responde — É – eu olho para ela – a mesma idade que você – ela me encara e assente. Eu vou até o escritório de Alexandre, eu estou casada com ele a 6 anos, eu me casei com ele por causa da máfia, porque a lei diz que os herdeiros deve se casar entre si, ele queria um filho e eu jamais daria um filho a ele e nem mesmo um dia eu seria mãe. Eu odiava Alexandre, odiava está casada com ele, tinha nojo só de olhar para ele, nossa relação era de brigas constantes e de sorrisos falsos para o restante do mundo. — Usando o escritório do marido – Carlos fala entrando. — Ainda bem que você chegou, preciso da sua ajuda. — O que aconteceu? — Estou achando que meu pai e Alexandre estão aprontando algo. — Como assim? — Inventaram uma viagem para o Brasil, um jantar com pessoas importantes, estou achando que - a governanta entra. — Senhora – ela me olha – é é. — Lorena , apenas Lorena – eu abro um pequeno sorriso. — O café de vocês. Vocês querem açúcar ou adoçante? — Puro – eu respondo – eu não como açúcar. — 5 colheres de açúcar – Carlos responde — Vai morrer de diabete – eu respondo Ela serve o café e depois sai do escritório. — Continua – ele fala. — Estou achando que meu pai vai passar para ele o bastão de chef da máfia. — Sem te avisar? – ele pergunta — Eles me tratam como nada, mas é ai que preciso colocar meu plano em ação., — Você não pode matar eles do nada – ele fala – pode ser descoberta. — Merda – eu falo me levantando e bebendo o café puro – isso aqui está horrível – eu aperto o botão para chamar a governanta. — A senhorita me chamou? — Esse café está horrível – eu olho para ela – aos 20 anos de idade eu já sabia fazer um café. — A senhorita disse que tem 20 anos – ela me responde e Carlos me encara. — Me faça um café decente e me traga. — Sim, senhorita – ela fala saindo — Você disse que tem 20 anos? – Carlos fala rindo – o que foi quis diminuir 12 anos? — Não me irrite – eu falo – você sabe muito bem que minha idade está errada na identidade – ele começa a rir – e agora não estou preocupada com a minha idade e sim em matar os dois. — Eu já disse que essa idéia – eu o interrompo. — Eu sou a herdeira da máfia, é para mim que ele deve passar a chefia. — Você nem sabe se é isso que vai acontecer, que seu pai vai passar para Alexandre. — Eu sei que é isso que eles querem que aconteça, mas não vai acontecer – eu olho para ele – porque eu vou matar os dois antes de qualquer coisa – eu olho para ele e ele me encara. Eu abro um sorriso em meu rosto só de imaginar os dois sangrando até a morte na minha frente. Eu até já imaginava a cena.

Capítulo 3 2

Marcos narrando — Na sua idade, seu pai já estava casado e você estava nascendo – Minha tia Patricia fala. — Tia – eu olho para ela – está me chamando de velho na cara dura? — Você já tem 35 anos, fica pegando essas menininhas ai no morro , isso não é vida para um dono do morro. — O que o meu pau tem haver com o meu comando no morro? Se liga tia, tem nada ver não. — Seu pai está se remexendo dentro do tumulo, ele sempre disse que você ia ser um homem de família que nem ele era. — Porque eu? – eu pergunto – tem Thiago e ele pode muito bem fazer isso. — Você tem 35 anos, a vida útil de um dono do morro é 45 anos no máximo – eu levanto da mesa – precisa se casar. — Tenho dez anos ainda – eu olho para ela – quando eu morrer, quem sabe descobre vários filhos meus perdido por ai. — Marcos você não fale uma coisa dessa – ela fala gritando e eu saio de casa. Eu vou descendo para boca passando pelo morro, faz muitos anos que estou a frente do comando, desde a morte do meu pai em uma invasão, minha mãe morreu a alguns anos atrás por causa de um câncer e agora é só eu e Thiago, a minha tia e a minha prima. Eu entro dentro da boca vendo o maior fuzuê. — O que é isso? — Flamengo pow – Thiago fala apontando para televisão. — Dentro da boca caralho? — Eu ainda acho que você seu pau no cu é corinthano – Lk fala. — Sai fora. — Angel – Mosca fala – tá sabendo do convite que recebeu. — Ainda não falei para ele – Th fala e eu me sento no sofá e Lk me entrega a pipoca. — Tá ganhando pelo menos essa porra? – eu pergunto — Não – Mosca fala — Filhos da puta – eu falo – que convite? — Pedro Alcantara – Th fala — Mafioso mexicano? O que ele quer? — Parceria. — Ele quer distribuir as drogas dele aqui dentro, isso sim. Sabe que se entrar na rocinha logo entra nos outros morros. – eu falo — Deveria ir até o jantar, ver as intenções dele, estamos precisando de fornecedor novo – Th fala. — Ele tem razão, Angel – Lk fala — Já disse caralho para de me chamar de Angel – eu falo — Ué, é o que o teu pai colocou em você. — Marcos, me chame de Marcos! – eu repito — Angel – Th fala – seu vulgo é Angel. — Caralho – eu me levanto. — Você vai? – Mosca pergunta — Diz que eu vou – eu falo — Até que enfim, essas drogas que tu tá comprando aí – Lki fala – parece que saíram do cú da vaca. – eu olho para ele sem paciência – disse que a gente não deveria ter parado a produção. — Estava tomando muito tempo e dinheiro, melhor coisa comprar pronta e mandar entregar, economiza tempo e grana. – eu falo me sentando na mesa – desliga a porra dessa tv e se manda trabalhar vocês tudo. — Tamo indo – Lk fala saindo — Th fica – ele me encara e os outros sai. — O que foi? — Não sei se vou aceitar negocio com esse mafioso. — Porque não? – ele pergunta — Se misturar com a máfia, não sei se a facção vai gostar não. — Fica na tua, pega as droga e se mantém na sua. — Se descobrir a traição, o negócio fede para o nosso lado. — Relaxa – ele fala – se a droga for boa, depois tu passa para eles, oportunidade boa e barata, vão negar não. — Não sei não, esse Pedro e aquele genro dele. — E a filha? Gostosa – ele fala. — Filha? – eu pergunto — É eu vi a foto dela com o marido lá – ele fala rindo – em uma revista de fofoca. — Cara, você vive com essas revistas de fofoca, agora cuidar do morro quer cuidar não, nem arrumar uma mulher para meter um filho e a tia parar de me encher a cabeça. — Relaxa – ele fala – posso confirmar tua presença? — Pode – eu falo – mas não sei se vou fechar negócio. — Com a facção eu me viro, vai lá e traga droga boa para nós, depois das drogas vem as armas e fortalece a gente. – ele fala saindo da boca e eu fico pensativo. Por curiosidade puxo a foto da filha de Pedro Alcantara e ela parecia ser mais superficial do que qualquer outra mulher. Tiro a foto rapidamente.

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