Eu sou Afrodite
Capítulo 1 01

— Qual o seu maior fetiche? — Me sento ao lado dele. Desde o início do evento, esse idiota não para de me observar. Ele parece sentir muito prazer nisso, e isso é o que deixa tudo mais interessante. — Eu... Acho que... Fazer um ménage. — Fico desapontada ao ouvir sua resposta. Sempre respondem as mesmas coisas. — Que merda. — Me aproximo um pouco mais. — Ménage é uma ambição que a maioria nas pessoas tem. Eu estou falando daquele fetiche que você nunca assume porque acha que é um absurdo, mas que no fundo é o que vai fazer você subir pelas paredes. Ele engole seco e me encara com o olhar ainda mais profundo, como que pensasse bastante antes de resolver revelar. — É... Eu tenho vontade de ser fodido por uma mulher. — Assume e logo em seguida abaixa a cabeça, envergonhado. — E por que você está me observando desde que chegou aqui? — Porque eu te achei muito gata. — Não acredito que o deixei sem graça. — Eu acho que você está me observando desde cedo, imaginando como seria se eu comesse você. Deixa eu te falar. —Sussurro. — Eu iria te foder tão forte que você não conseguiria andar direito nos próximos dois dias, e eu só iria parar quando suas pernas estivessem falhando. Me encara, surpreso com o que acabou de ouvir de alguém que ele mal conhece. — Eu sou o Michael. — Quebra o gelo, depois de um minuto sem saber o que falar. — Quer uma bebida? — Muito prazer... Afrodite. — Rio. — Obrigada. Mas, não estou muito afim de beber. — Qual é?! Me deixa pagar uma bebida para você. — Insiste. — Já disse que não estou afim. — Levanto. — E mais... Não costumo beber na minha boate. — Saio, o deixando surpreso. O que me leva a crer que ele não sabia que eu sou a dona da Escarlate. Vou até o palco e pego o microfone. — Boa noite. — Chamo a atenção do pessoal. — Sejam muito bem vindos a Escarlate. Para as pessoas que me elogiaram devido a festa, agradeço muito mas o elogio de vocês deveriam ser direcionados para a Ingrid Cooper, que foi quem realizou tudo. — Aponto para minha melhor amiga, que é tímida demais para subir num palco. — Enfim, vamos ouvir agora o do evento. O cantor, Michael, que assinou o contrato recentemente com a gravadora Smithers. Todos aplaudem ao vê-lo subindo no palco. Continua me encarando. Porém, dessa vez é diferente. Parece envergonhado pelo fato de eu saber algo tão intimo. — Parabéns pelo contrato com a gravadora. — Lhe entrego o microfone. Assim que desço do palco, sou abordada pela Indie. — Você Está doida? Eu estava procurando um buraco para enfiar minha cabeça. — Relaxa. — Rio. — Eu não posso levar o mérito de um trabalho que foi seu. — Me defendo. — Mas, você sabe que sou tímida demais pra ser apresentada assim a todos. — Insiste. — Você sabe que eu te amo não é? Eu quero que todos vejam a pessoa foda que você é. — Eu também te amo, sua doida. — Me abraça, e rimos juntas. — Vamos assistir um pouco do show. Depois de ajustar os equipamentos, o Michael começa a cantar, e enquanto ouço sua voz, imagino o que me falou a alguns minutos atrás. Mal sabe ele que isso é mais comum do que ele pensa. Às pessoas seriam mais interessantes se aceitassem os desejos que elas acham absurdos, desde que não atinja negativamente outra pessoa. — Ah... E obrigada por ceder o espaço. Ele me procurou muito encima da hora e eu não consegui outro lugar. — Ingrid agradece como se eu estivesse salvo sua vida. — Não precisa me agradecer. Aqui está aberto pra você o quanto quiser. — Penso um pouco. — Aliás, até que estou gostando de um evento privado aqui. Se quiser, podemos nos juntar e fazer mais vezes. Aqui pode ser um espaço fixo do seu buffet. O que acha? — Eu adorei. — Fica super empolgada com a ideia. — Simplesmente perfeito. — Amanhã a gente resolve isso. Vamos curtir o resto da festa. — Me animo ao ver o DJ subir no palco. A noite está um sucesso. Realmente, nunca tinha pensado em realizar um evento privado aqui na boate, porém, observando agora, foi uma ideia maravilhosa. Trabalhei junto com a minha melhor amiga, a festa está um sucesso e a boate está bombando. Reconheço que é meio sem noção perguntar sobre a vida sexual a alguém que mal conheço, mas, eu gosto de saber os desejos que as pessoas escondem à sete chaves, gosto de realizar esses desejos, por quê é exatamente isso que me excita. E o meus importante, ele estava demostrando interesse. Realizar os fetiches e desejos sexuais mais profundos das pessoas e ver no rosto delas o quanto estão loucas de tesão. Esse é o meu desejo mais profundo. Não entendo o por quê de algumas pessoas acharem que sou ninfomaníaca. O meu desejo de ver as pessoas sentindo prazer, não tem nada haver com uma doença. — Está pensando em me comer? — Michael me desperta. — Depende. — Entro na provocação. — Você vai querer realizar? — Aparenta estar envergonhado. — É que... É meio estranho. Não entendo o motivo disso. — Explica. — Eu sei que não sou gay. — É exatamente por isso que você quer ser comido por uma mulher. — Tento fazer ele entender. — Querer que uma mulher te coma, não te torna gay, sentir atração sexual por homem, sim. Independente se ele fosse ou não comer você. — Por quê você veio me perguntar sobre o meu fetiche, aliás? — Questiona. — Eu gosto de saber dessas coisas. — Respondo vagamente. — Eu só não entendo por quê te falei isso. É algo que não costumo falar. Na verdade nunca falei para mulher nenhuma. Eu meio que sentir que podia te falar e não seria julgado. — Quem disse? Eu estou super te julgado aqui dentro da minha cabeça. — Rimos e vejo ele relaxar um pouco. Parecia tenso. — Você já viu um pau de borracha? — Não. — Me olha assustado com a pergunta. — Vem comigo. — Estendo a mão. Ele hesita por alguns segundos, mas acaba me acompanhando até o escritório. Abro a gaveta da minha mesa e pego três dildos. — Por que você tem paus de borracha na gaveta do escritório? — Fica incrivelmente surpreso. — É sempre bom estar preparada para algumas ocasiões. — Brinco e ele ri. — Esse aqui é o menor, ele tem 15 centímetros e vibra de quatro maneiras diferentes, esse aqui não vibra, porém, tem dezoito centímetros e é muito bom, e esse roxo tem vinte e dois, ele é grande e grosso não é? — Rio. — E também não vibra. — Wool. — Fica boquiaberto. — Nem sei o que falar. — Escolhe um. — Rio ao ver sua cara de susto.

Capítulo 2 02

— O quê? — Fica confuso. — Vai ser meu presente para você. — Você está falando sério mesmo? — Claro. — Confirmo. — Por que eu estaria brincando? — Não sei. — Bom, isso vai te ajudar a se soltar um pouco. Pelo menos até você ter coragem de deixar alguém te comer. — Explico. — Você é meio doida não é?! — Ri e eu balando a cabeça em sinal de confirmação. — Eu gosto que as pessoas façam o que dão prazer a elas, desde que não seja crime. É óbvio. — Na verdade, eu achei que você iria querer me comer aqui. — Ri, envergonhado. — Só se você quiser. — Vejo sua expressão mudar ao me ouvir. — Sério? — Confirmo. — Não sei se estou pronto pra fazer isso. — Relaxa. Esse presente é exatamente pra te ajudar com isso. Se você não está pronto, não precisa fazer. O corpo é seu, e você tem que respeitar ele. Está tudo bem. — Você é boa com as palavras. — Ri. — Acho que sou melhor com a boca. — Espero uma resposta, mas depois de alguns segundos olhando em meus olhos, ele avança e me beija. — É. — Sussurra ao se afastar — Concordo. — Afirma e voltamos a nos beijar. Ele parece animado com a situação. Sinto seu pau, duro, pressionando minha virilha. Jogo os dildos em cima da mesa e com as mãos livres, passeio em seu corpo. Começando pelo pescoço e indo até a nuca, entrelaço os dedos em seus cabelos e puxo, levemente. — Pode puxar mais forte. — Sussurra. Faço o que pediu e ouço ele soltando um leve gemido, desço as mãos, passando pelas suas costas e logo em seguida chego em sua bunda. Automaticamente, ele joga a cabeça pra trás e suspira forte quando eu aperto. — Você quer que eu te foda? — Sussurro em seu ouvido. — Quer que eu te jogue naquele sofá e te coma até você dizer chega? — Por que está fazendo isso comigo? — Sussurra, quase num gemido. — Por que quero que você goze como nunca gozou na sua vida. Quero fazer você realizar esse desejo, e ver na sua cara o quanto está gostando. — Você está me deixando louco. — É exatamente isso que eu quero. — Ponho as mãos dentro da cueca e continuo apertando sua bunda. Quando mais eu acaricio, mais ele se entrega a mim. — O primeiro. — Fala e eu fico sem entender. — O quê? — Eu quero o primeiro — Deixo escapar um sorrisinho malicioso ao finalmente me tocar a que ele se refere. — Tranca a porta. — Mando e ele vai tão rápido que parece estar com pressa para ser comido. — Agora tira a roupa. Sigo até a gaveta e pego um lubrificante que estava junto com os dildos. Tiro meu vestido e aprecio seu rosto ao me ver com um conjunto de renda na cor marsala. — Você é muito gostosa. — Me olha de cima a baixo. Pego o vibrador de quinze centímetros e jogo no sofá, junto com o lubrificante. — Vem aqui. — Sigo até o sofá e espero ele se aproximar. Volto a beijá-lo, passeando as mãos por todo o seu corpo, que agora está nu. Ele treme quando os lugares mais sensíveis são tocados. Puxo uma de suas pernas e a ponho sobre o sofá, me ajoelhando logo em seguida para chupar seu pau. Enquanto o chupo, pego um pouco de lubrificante e passo no meio de sua bunda, fazendo ele gemer ao sentir o meu dedo. Começo a introduzir o dedo, lentamente, enquanto chupo seu pau e ele parece ir aos céus e voltar. E a cada movimento que faço com o dedo, ele geme mais alto. — Isso... É... Muito bom. — Levanto e o beijo novamente. — Dói, mas é bom. — Ajoelha no sofá. Enquanto pego um pouco mais de lubrificante, ele ajoelha como pedi e vira as costas. Deixando o corpo dele totalmente a minha disposição. Lubrifico o vibrador e vejo ele apertando o sofá quando eu encosto na sua entrada. Começo a fazer força e ele grita. — Quer que eu pare? — Não. Continua, por favor. — Suplica e eu enlouqueço ao ouvir sua voz, carregada num tom de puro tesão. Ao enfiar completamente, espero um pouco, pra ele acostumar com a sensação. Beijo suas costas e passeio com meu dedos levemente em sua coxa. — Assim você vai me deixar louco. — Fala, quase sem fôlego. Começo a movimentar devagar e vou acelerando gradativamente. Sinto um frio entre as pernas ao vê-lo mordendo uma almofada, na tentativa de não gemer tão alto. Porém, falha miseravelmente quando enfio forte, e logo em seguida acelero o movimento. — Eu quero o de dezoito. — A essa altura, ele mais geme do que fala. — Vem cá. — Chamo ele até a mesa. —Deita. Volto a chupá-lo enquanto lubrifico o que pediu. Enquanto o chupo, introduzo devagar e ele geme um pouco mais alto que antes. Acelero e sinto as pernas dele tremerem. Continuo o movimento e me satisfaço apenas ao vê-lo gozando em minha frente. Ele geme ainda mais gostoso e suas pernas tremem como se estivesse congelando, porém, estão quase pegando fogo. Retiro o dildo e dou a volta na mesa, apenas para lhe dá um beijo. — Temos que voltar pra festa. — Preciso recuperar o fôlego primeiro. — Aparenta estar esgotado. Vou até meu armário pegar um envelope, e ponho os dois dildos dentro, em seguida, coloco em cima da mesa. — Pra você. — Rio ao ver sua cara de surpresa. — É só um presente. — Obrigada. Ainda parece com vergonha. — Realmente foi a melhor gozada da minha vida. Nos vestimos e voltamos a festa, que já está quase no fim. — Onde você se meteu? — A Indie me aborda, nada sutilmente. — Me meti lá no escritório. — Rio ao fazer uma piada com um duplo sentido que só eu entendo. — Enfim, aconteceu alguma coisa? — Temos outra festa para daqui a dois dias. — Isso é incrível. — Comemoro um tanto discreta, já que tem várias pessoas ao redor. — Vem. Vou te apresentar a cliente. — Me puxa pelo braço. — Ela quer te conhecer. Fico encantada ao nos aproximarmos de uma mulher ruiva, olhos claros, rosto com sardas e mais ou menos 1,60 de altura. — Essa aqui é a Mari. — Indie a apresenta. — E você é a Afrodite. Muito prazer. — Me estende a mão. — O prazer é todo meu, Mari. — Lhe cumprimento gentilmente. — Então, deixamos pra acertar os detalhes amanhã, porém, ela já me adiantou que será festa de gala, e que será uma despedida de solteira. — Indie parece bem empolgada. — Ótima escolha. — Elogio. — E pode confiar nas mãos dela. Ela faz um trabalho incrível. — Me refiro a Indie. — É. Estou vendo. — Passa o olhar ao redor da festa. — Esse evento está maravilhoso. Tenho certeza que a Indie está com o rosto completamente vermelho, devido aos elogios, mas fica imperceptível, já que as luzes da boate também são dessa cor.

Capítulo 3 03

Acordo com o celular vibrando sem parar. Não me lembro de ter colocado alarme para tocar a essa hora. Me irrito ainda mais ao ver um número que não conheço, na tela do celular. — Alguém morreu? — Atendo mal humorada. E minha voz de sono não engana. Cheguei da boate exausta. O sol já estava dando bom dia e eu nem tinha dormido ainda. — Me desculpa. Eu te acordei? — Mari? — Reconheço a voz, tímida e o mais educada possível. — Sim. — Afirma e eu logo me arrependo da grosseria. — Me desculpa. Eu realmente não queria ter te acordado. — Relaxa. — Tento fazer com que ela não se culpe. — Foi bom você me acordar, eu estava tendo um pesadelo. — Brinco, e ouço seu riso do outro lado da linha. — Acho que esqueci meu celular na boate. — Parece muito preocupada. — Na verdade, estou torcendo para estar lá. Porque se não estiver, eu com certeza perdi ele. — Calma. Podemos ir lá dá uma olhada. — Penso em quando estávamos no bar, conversando. — Acabei de lembrar que quando trocamos contato, realmente estávamos no bar. Você colocou o celular no balcão, eu só não me recordo se você pegou de volta. — Exatamente o que eu estava pensando. — Parece aliviada por um instante. — Vou tomar um banho e nos encontramos daqui a pouco. — Eu estou de carro. — Informa. — Posso ir te buscar? — Claro. Vou te mandar o endereço. Envio o endereço como tinha dito e saio do conforto da minha cama, lamentando as poucas horas de sono que tive. Tiro a roupa da noite passada, o que não tive disposição pra fazer ao chegar da boate, e vou tomar um banho. Depois de quase uma hora, recebo sua mensagem avisando que tinha chegado e desço. Entro no carro da Mari e vamos em direção a boate. — Você está bem diferente. —  Ela me olha de cima a baixo. — É que não costumo usar vestido de gala às oito da manhã. — Rimos. — Principalmente para ir até a cafeteria. — Logo vejo seu olhar confuso. — Vou passar para tomar um café. Vamos? — Claro. — Se anima com a ideia. — Desde que acordei, estou tão preocupada em encontrar o meu celular que nem lembrei de comer alguma coisa. Continuamos conversando até chegar em frente a Escarlate. Peço para ela esperar no carro enquanto entro para confirmar se o aparelho realmente está onde achamos que estaria. E como eu havia imaginado, encontro o celular sobre o balcão do bar, onde conversamos a algumas horas atrás. Fomos as últimas a sair da boate, e conversamos tanto que a essa altura, depois de tantas risadas, ela já estava se tornando mais do que apenas cliente. Volto até o carro e entrego seu celular. — Não faz ideia do alívio que eu estou sentindo nesse exato momento. — Aproxima o celular do peito e o abraça apertado. — Eu imagino. — Rio, revirando os olhos para o drama que está fazendo. — Agora vamos tomar café, porque estou faminta. — Vamos. — Entro no carro e ela dá partida. [...] Ao entrarmos, somos recebidas gentilmente pela dona da cafeteria. — Oi, tia. — Dou um abraço caloroso. — Tia? — Vejo o espanto no rosto da Mari. — Ela me chama assim desde que era uma adolescente rebelde. — Não seguro o riso ao ouvir isso. Eu vinha aqui com o meu irmão, desde que éramos pequenos, e como ele não está mais aqui, este virou o meu cantinho. Vir aqui, me traz boas sensações. Lembranças que um dia foram difíceis e que hoje me faz rir. Sentamos na minha mesa, que é como a tia Regina se refere, devido ao fato de eu sempre sentar no mesmo lugar, e pedimos algo para comer. Desde que nos conhecemos, Mari e eu, conversamos sobre nossas profissões, gostos musicais, infância. Nossas vidas! Sinto como se a conhecesse a muito tempo. Ela é inteligente, uma mulher com uma beleza incrível, uma ótima fotógrafa e não cansa de falar sobre o casamento, que passou seis meses planejando. — Você já imaginou como será o seu casamento? — Me assusto com a pergunta. — Não vou me casar. — Respondo. Deixando ela espantada. — Não pretendo. Durante minha infância e adolescência, sempre fui muito decidida sobre o que eu queria ou não queria. Nunca quis casar ou ter filhos. São coisas que continuo não querendo. — Ah, acho que talvez você não tenha encontrado a p... — A pessoa certa? — Interrompo. — Alma gêmea? Príncipe encantado? Amor verdadeiro? — Rio. — Eu não duvido do amor só por que não quero me casar. É que pra mim, o amor vai muito além de dizer sim na frente de um padre e de pessoas que, talvez, vão sair por aí falando que a festa foi ruim. — Uau. — Demonstra estar perplexa como que eu disse. — Não sei o que dizer. — Eu não estou julgando o casamento. — Rio para quebrar o clima. — Acho maravilhoso ver as pessoas felizes e realizadas em seu casamento. Só que não é algo que eu quero pra mim. — Eu entendo. — Rimos. Tomamos nosso café e conversamos por mais de uma hora. Normalmente não me aproximo tão rápido das pessoas por que não gosto de falar muito sobre a minha vida. Mas, como ela é totalmente diferente de mim, fala tanto sobre a própria vida, que nem sobra tempo pra falar sobre a minha. Por isso nos damos tão bem. Depois de nós despedir, voltamos a boate para encontrar a Indie, já que marcamos uma reunião para resolver algumas coisas da festa. — Sabe qual vai ser a melhor parte da festa? — Mari chama minha atenção. — Qual? — Nossas despedidas vão ter um vale night. — Sério? — Fico extremamente surpresa ao ouvir isso. — Sim. Combinamos que em nossas despedidas podem ter stripper, pegação e até boquete. — Explica, me deixando boquiaberta. — A única coisa que não permitimos é penetração. Não queríamos correr o risco de acontecer alguma gravidez. — Bem interessante. — Brinco e ela ri. — Essa festa acaba de ficar mais divertida. — Tem que ser incrível. Quero realizar algumas fantasias que não vou poder depois do casamento. — Tipo o quê? — Eu quero que um cara super gostoso, que não seja o meu noivo, usando apenas uma cueca e uma gravata borboleta me faça um lapdance. — Isso com certeza vai ser maravilhoso. — Rimos mais ainda. — O que mais? — Eu quero beijar algumas das minhas amigas para ver quem beija melhor. — Essa festa vai ser perfeita. Mas, não tem algo que você sempre teve vontade, só que sempre achou que fosse loucura? — Com certeza. — Parece lembrar. — Desde que eu era mais nova. — Quer falar o que é? — Pergunto, na esperança de ela dizer que sim. — Promete que não vai rir de mim. — Por quê eu faria isso? Pode falar.

Continuar lendo