DULCE
Capítulo 1 -1

UMA SEMANA DEPOIS NARRAÇÃO DIANA Sinto pequenos beijos em minhas costas nua. Joaquim passa sua barba por fazer, me causando arrepios pelo corpo todo. - Acorda! Hoje é nosso último dia. Abro meus olhos e lá estão os olhos mais lindos e perfeitos que já vi. Hoje seus olhos estão ainda mais brilhantes e sei que isso significa que esta feliz. - Bom dia! Respondo me virando na cama e vendo seu sorriso de garoto. Se acomoda sobre o meu corpo, entre minhas pernas e começa a beijar meu pescoço. - Quer aproveitar nosso último dia na cama ou lá fora? Seus beijos descem pelo meu pescoço, indo para o meu ombro. - Não consigo pensar em nada além dessa cama, você e eu. Empurro Joaquim, o virando na cama e montando seu corpo. Ele solta uma risada maravilhosa e encara meus olhos. - Acho então que ficaremos na cama essa manhã. Senta-se, ficando com o rosto frente ao meu. Enrolo minhas pernas em seu quadril e abraço seu pescoço. Passo o nariz no meu e roça de leve nossos lábios. Suas mãos deslizam pelas minhas costas e enfio minha mão direita em seu cabelo macio. Estamos os dois ofegantes e cheios de prazer. É sempre assim quando se trata de fazer amor com ele. Sempre esse desejo intenso e nossos corpos gritando um pelo outro. - Quero um filho. Pede e aproxima a boca da minha, selando de forma calma. - Agora? Pergunto com um enorme sorriso. - Estou falando serio. Quero muito um filho com você. Beijo todo o seu rosto e desço beijos por seu pescoço. Subo até sua orelha e mordo a parte fofa dela. - Eu também quero. Sussurro e ele me aperta em seus braços, um abraço delicioso. Parei de tomar meus remédios depois da morte do Marcelo. Não achei que iríamos casar e como planejávamos morar juntos, pensei em um filho. Não queria dizer a ele para não ficar com esperanças. É difícil engravidar tão rápido depois de tantos anos tomando remédio. Puxa a minha cabeça e encara meus olhos. - Estou falando sério, Diana. Quero muito um filho e quero agora. Começo a rir e rebolo em seu colo. - Então vamos fazer. - Vai parar com o remédio? - Primeiro vou na minha médica, depois paro com o remédio. - Promete? - Sim! Seu sorriso lindo surge e me puxa para um beijo intenso e delicioso. Me esfrego nele o fazendo gemer em minha boca. Ergo um pouco a bunda e puxo seu membro para a minha entrada. Seus olhos se conectam aos meus e vou descendo sobre ele gemendo baixo. Joaquim morde meus lábios assim que entra todo em mim. A sensação de ser preenchida por ele é maravilhosa. Começo a me mover com calma, enquanto me beija. Sua boca me chupa, me devora e suas mãos percorrem todo o meu corpo. Arranho suas costas e o aperto ainda mais contra os meus seios. Ele se inclina, me deitando na cama e vai se movendo de forma mais intensa. Sinto-o ir fundo dentro de mim e fecho meus olhos, me entregando a essa sensação divina. Sua boca ataca um dos meus seios me fazendo arquear as costas e sua mão aperta forte o outro seio, puxando às vezes o meu bico. - Joaquim! Digo seu nome ofegante, sentindo meu orgasmo bem perto. Sobe a boca na minha e me beija, acelerando suas estocadas e gozo, mordendo seus lábios. Algumas estocadas depois ele goza, gemendo e tremendo. Cai sobre o meu corpo ofegante e cansado. Aperto-o em meus braços e essa sensação maravilhosa de felicidade é a melhor do mundo. ************************** Assim que o avião para na pista do aeroporto, seguimos para pegar nossas malas. - Preparada para uma vida toda ao meu lado? - Sim! Digo sorrindo. - Estou morrendo de saudade da nossa filha. Confesso com os olhos cheios de lágrimas. - Eu também. Se prepare que ela vai te encher de perguntas. Assim que saímos do desembarque, vejo uma pequena garotinha sorridente no colo de Júlio. - Mamãe... papai... Dulce grita, pulando do colo do Júlio e correndo até nós dois. Pula no colo do Joaquim e me aproximo abraçando os dois. - Senti tanto sua falta filha. Joaquim diz beijando o rostinho dela. - Eu também, papai. Se vira e me olha. - Já fez meu irmão, mamãe? Começo a rir e pego-a no colo. - Você já quer um irmãozinho? - Sim, muito. Joaquim me olha todo sorridente. - Já pedi um bebê para a mamãe também, filha. - Viu mamãe! É só você pegar a sementinha do papai e colocar no seu umbigo que vai nascer um bebê. É impossível não rir. - Quem te disse isso? - Tio Júlio. Olhamos para o Júlio que esta rindo muito. - Foi a melhor explicação que achei. Ela queria saber como engravidei a Jéssica. - E essa foi a sua melhor ideia? Joaquim pergunta, fingindo estar brava. - Sim. Seguimos para o carro com uma Dulce implorando um irmão. ******************** DOIS DIAS DEPOIS NARRAÇÃO JOAQUIM Olho no relógio e já são 17hs. Diana vai pegar Dulce hoje e ir pra casa. Preciso terminar a matéria e enviar ao James. Assim que finalizo, meu celular vibra com mensagem. De: DJ Para: JD Caro escritor de pinto mole, casado com uma mulher incrível. Acho que está atrasado para o jantar. Sua mulher deve estar muito brava te esperando para jantar junto com sua filha. Larga essa matéria horrível que esta escrevendo, que provavelmente ofende as mulheres e vá satisfazer a sua. Da leitora pelancuda, que sonha com seu pinto constantemente. Começo a rir de sua mensagem e vejo que já são 19:30hs. Escrevo uma mensagem rápida. De: JD Para: DJ Cara leitora pelancuda, que deseja meu enorme pênis. Não que seja da sua conta, mas já estou indo para casa amar a minha mulher e curtir a minha filha. E pare de sonhar com o meu pinto. Ele pertence apenas a uma mulher. Do escritor duro agora, pensando em suas pelancas Fecho tudo e corro para casa ver as minhas meninas. ******************** Chego em casa e jogo a mala em um canto. - Cheguei! - Aqui no nosso quarto. Diana grita e sigo para lá correndo. Abro a porta e vejo as duas deitadas na cama com um livro no colo. - Na cama já? - Dulce fez um livro contando nossa historia. - Mentira? Me aproximo sentando ao lado de Dulce, a deixando no meio de nós dois. - Se cobre que vou ler papai. Puxo a coberta e olho para Diana que esta sorrindo. - Oi! Sussurro e ela devolve um oi de volta, bem baixinho. - Era uma vez uma princesa linda chamada Diana. Ela morava em uma casa triste cheia de livros. Não tem como não rir, vendo o desenho que ela fez da Diana cheia de livros. Dulce vira a folha. - Ela procurava um príncipe para formar uma linda família e fugir do bruxo. Vejo um desenho negro e acho que é o Marcelo. Vira novamente a folha. - Um dia ela conheceu um príncipe lindo que tinha uma filha mais linda ainda. Olho o desenho de um homem e uma menininha em um cavalo, que mais parece um cachorro. Vira a folha. - O bruxo tentou atrapalhar os dois, mas o príncipe Júlio não deixou. Desenhou o Júlio com armadura e espada. Vira mais uma folha. - O bruxo sumiu deixando a princesa Diana e o príncipe Joaquim viverem o grande amor. Vejo desenhado nós dois na folha e estamos sorrindo. - Linda história, filha. Digo beijando sua cabeça. - Papai, eu ainda não terminei. Fala brava e seguro o riso. Vira mais uma folha. - Eles se casaram... Mostra o desenho do nosso casamento com todos desenhados e me olha sorrindo. - Quer ver o final? - Sim. - Então vira a folha. Assim que viro a folha, meu coração bate acelerado. " Eles vão ter um bebê lindo. Parabéns papai! A mamãe vai nos dar um bebê."

Capítulo 2 -2

Joaquim lê em voz alta e vejo seus olhos dilatarem. Um silêncio surge me deixando em pânico. - Mamãe, era pra ele ficar assim? Dulce pergunta me olhando. - Acho que não, filha. Digo inclinando o rosto tentando ver a expressão dele e achar alguma coisa. - Ele esta respirando? Pergunta passando a mão no rosto do Joaquim, que pela primeira vez se move e solta um suspiro. Seus dedos passam de leve por cima do teste e vejo uma lágrima cair de seu rosto. - Joaquim... Chamo por ele e assim que se vira para mim, vejo um novo tom em seus olhos, esse eu nunca tinha visto. - É sério? Pergunta com um bico lindo. - Sim, papai! A mamãe plantou sua sementinha no umbigo dela. Joaquim abre um enorme sorriso, assim como eu. - Na verdade plantei muitas sementinhas. Digo lembrando como nossa vida sexual se tornou ativa, nos últimos dois meses. Ele me puxa para a sua boca e sela nossos lábios sorrindo. - Tem noção de como me faz feliz? Nego com a cabeça. - Filha, vamos ter um bebê. Ele grita para Dulce que pula na cama toda sorridente. - Vamos ter um bebê! Grita ainda mais empolgada do que ele. - A mamãe merece um prêmio por nos dar esse presente, não acha? Diz me olhando daquele jeito que me queima por dentro. - Ela merece beijos de amor. Dulce fala pulando com Joaquim em cima do meu corpo, me jogando no colchão. Os dois vão beijando meu rosto e não consigo parar de rir. Joaquim vai descendo os beijos pelo meu corpo, parando em meu ventre. Levanta minha blusa e observa atento a minha barriga. Seus olhos brilham e um enorme sorriso surge. - Oi bebê! Dulce vai para o outro lado e também sorri vendo a minha barriga. - Ele pode ouvir a gente, papai? - Não sei filha, mas acho que se falarmos todos os dias com ele, vai se acostumar com as nossas vozes. Estão em seu momento com o bebê e isso é lindo demais. Sinto meus olhos arderem pelas lágrimas e mordo os lábios rindo. Dulce enfia a boca na minha barriga me fazendo cócegas. Diz alguma coisa para o bebê, mas é impossível entender, uma vez que sua boca esta colada na minha barriga. Joaquim começa a rir alto. - Filha, assim ele não vai entender. Tenta falar sem colar a boca na barriga da mamãe. Assim! - Aqui é o papai. Ele diz próximo ao meu umbigo. - Entendi. Se aproxima do meu umbigo. - Aqui é a Dulce, sua irmã mais velha. Antes de nascer quero te dizer algumas regras. Joaquim me olha achando graça. - Nada de brincar com as minhas bonecas preferidas. Eu escolho os canais de desenho e... Bate com o dedo na bochecha. - Tem que comer todos os legumes do prato. Me sento puxando ela para o meu colo, dando beijos por todo o seu rosto. - Já disse que te amo hoje? - Sim mamãe, mas pode falar mais que eu gosto. - Eu te amo, cerejinha! Aperto-a em meu peito e sinto Joaquim nos envolver em seus braços. - Obrigado! Beija a minha cabeça e ergo meus olhos, tentando entender o porquê de estar agradecendo. Ele sorri entendendo a minha cara de perdida. - Por me fazer o homem mais feliz do mundo. Sussurra colando nossos lábios. ********** Depois do jantar e de responder a mil perguntas de Dulce, a levo para o quarto dela. - Mamãe, você acha que ele vai gostar de mim? Pergunta se deitando na cama. Cubro-a com a coberta e beijo sua testa. - Eu não acho, tenho certeza que ele vai te amar, assim como eu te amo. - Só não gostei da ideia de esperar meses pelo bebê. Ele podia tipo, nascer amanhã. - Filha, ele precisa estar forte para sair de dentro da mamãe. - Entendi! Vou tentar esperar. Abre a boca bocejando. - Eu te amo, bebê! Diz fechando seus lindos olhinhos e me pego chorando mais uma vez. Entro no quarto e vejo Joaquim saindo só de toalha do banheiro. - Ela dormiu? Pergunta me olhando e confirmo com a cabeça, observando seu corpo perfeito. - Gostando do que vê? - Muito. Digo me aproximando dele, sorrindo. - Antes de fazer o que esta pensando, preciso saber de algumas coisas. Fala tocando meu rosto. - Quando parou de tomar o remédio? - Depois da morte do Marcelo. Digo encarando seus olhos. - Você esta há quase dois meses sem tomar remédio? - Sim. - Quando te pedi em nossa lua de mel para parar, você já tinha parado então? - Sim. - Por que não me contou? Toco seu rosto sentindo sua barba nascendo. - Não queria criar esperanças. Parei de tomar o remédio e estava agendando um horário com a minha ginecologista. - Engravidou antes de passar com ela? - Sim. - Eu sou muito foda! Joaquim diz rindo. - Olha quem apareceu! JD o bom. Me puxa para os seus braços. - Quer ele hoje? - Quero seu lado safado, pode deixar o lado ejaculação precoce e pinto pequeno de lado. Começa a rir e roça seu membro duro em mim. - Então deixe suas pelancas e sua tara pelo pinto mole bem longe de mim. Me uno a ele na risada e coloco minha mão na toalha enrolada em sua cintura. Desfaço o nó que ele deu e a toalha vai ao chão, expondo sua linda ereção. Minha boca saliva e minha respiração se torna irregular. Ergo meus olhos e o vejo sorrindo para mim. Aproximo minha boca da dele e mordo seus lábios. Ele geme, me deixando ainda mais excitada. Desço beijos por seu pescoço e sigo pelo seu peitoral e sua barriga levemente definida. Me ajoelho a sua frente e observo seu lindo membro. Seus olhos se tornam escuros e sua boca esta levemente aberta. Seguro seu membro em minhas mãos e começo a acaricia-lo com calma. Ele fecha os olhos com o prazer e solta um grunhido rouco. Levo meus lábios até ele e começo a lamber e chupar. - Merda! Geme segurando minha cabeça e empurrando-o para dentro da minha boca. Seu sabor é tão gostoso e único. Começa um vai e vem dentro da minha boca e apenas o acolho. Me puxa pelos ombros e cola a boca na minha, me beijando intensamente, percorrendo com sua língua todos os cantos da minha boca. - Quero me perder em você. Suas mãos arrancam a minha blusa, me pega no colo, me abraçando forte. O beijo com urgência o desejando loucamente. Me coloca na cama e puxa minha calça e calcinha de uma só vez. Sua boca trilha beijos em minhas pernas e fecho meus olhos, sentindo-o próximo do meu sexo. Sua língua me toca de forma tão calma e deliciosa. Beija e lambe, fazendo meu corpo todo tremer de prazer. Puxo-o pela cabeça e ele vem rindo. - Chega! Quero você! Digo selando nossos lábios e ele se enfia dentro de mim, me fazendo gemer alto de prazer. Começa a estocar fundo e isso é muito bom. Enrolo minhas pernas em sua cintura e o puxo para mim. Sua mão aperta meu seio e ao mesmo tempo que ele me penetra sem dó embaixo, sua língua me invade em cima. O orgasmo começa a tomar conta de mim e quando percebo já estou agarrada a ele, chamando seu nome em sua boca e ele se afunda gozando grunhindo como um louco. Minha respiração vai se acalmando assim como a dele, que deita a cabeça em meu peito. O aperto forte e fecho meus olhos, sentindo que nada no mundo pode estragar o que temos. Nada no mundo seria capaz de invadir essa bolha que criamos de amor.

Capítulo 3 -3

NARRAÇÃO JOAQUIM Sinto um maravilhoso cheiro de café e panquecas. Abro os meus olhos e vejo a cama vazia. Um sorriso surge em meus lábios sabendo exatamente onde a mulher da minha vida esta. Me levanto e estico o corpo todo para começar mais um dia incrível ao lado das minhas garotas. Sigo para a cozinha e posso escutar as duas conversando. - Mamãe se for menina posse escolher um nome? Diana começa a rir. - Por mim tudo bem. Depois pergunta para o papai. - Ele vai deixar, ele é legal. Seguro o riso me encostando na parede para ouvir as duas. - Você já pensou em algum nome? - Sim. Dulce responde empolgada. - E qual seria o nome? - Queria um nome de princesa. Um nome bonito e fofo. - Qual o nome? - Rapunzel ou Bela. Diana começa a rir e abafo minha risada com a mão. Com toda a certeza do mundo minha filha não teria nenhum desses nomes. - Dulce, não acho que esses nomes combinam com sua irmãzinha. Acho que podemos pensar em uma princesa nova, sem ter que copiar as que já existem. - Dar um nome novo de princesa? - Sim. Um silêncio surge e acho que minha pequena esta pensando. - Sabia que seu nome e o meu começam com a letra D? - Olha só. Isso é bem legal. - O novo bebê poderia começar com a letra J igual ao do papai. - E que nome de menina pensou com a letra J? - Pensei em Julie. Combina com Dulce que sou eu. - Julie é um lindo nome. - Eu também gosto. Digo entrando na cozinha e agarrando Dulce, beijando seu rosto. - Minha Dulce e minha Julie. Sigo com Dulce nos braços até a Diana e beijo seus lábios com ternura. - Bom dia, Sra. Diniz! - Bom dia, Sr. Diniz! - Eu sou a pequena Diniz. - Minha pequena Diniz. Diana diz beijando Dulce. Me ajoelho e aponto para a barriga da dela. - E o que é esse pequeno aqui dentro, filha? - Miniminiminiminimini Diniz. Fala com um biquinho fofo e a aperto em meus braços. - Vamos dar um bom dia a ele? - Sim. Enfia o rosto na barriga da Diana que começa a rir. - Bom dia, Miniminiminimini Diniz! Grita e beija a barriga toda. - Bom dia, filho! Digo beijando a barriga de leve e assim que me levanto, vejo os olhos da minha mulher brilhando pelas lágrimas. - Acho que são os hormônios. Fala com um lindo e enorme sorriso, nos fazendo abraça-la forte. - Ainda vai piorar. - Eu sei. Vai aguentar minhas mudanças de humor? - Sim. E prometo amar todos eles. Me beija e seguimos para o café. *************** Vejo a boca de Dulce toda lambuzada de calda e limpo com o guardanapo. - Hoje tenho minha primeira consulta. - Que horas? Pergunto já colocando meu ultimo pedaço de panqueca na boca. - Marquei para às 17:30h. Achei que gostaria de me acompanhar e marquei para depois do trabalho. Beijo seus lábios e não tem como Diana ser mais perfeita. - Pra mim está ótimo. - Fecho a livraria, pego Dulce e te encontro lá. - Por mim tudo bem. Vamos filha que hoje eu vou te levar para a escola. - Mas eu queria a mamãe. Dulce resmunga toda manhosa. - Você não me ama mais? - Amo e muito, mas eu queria a mamãe. - Amanhã ela te leva. Hoje é o dia do papai. Ela sorri e pula da cadeira. - Vai me deixar subir nas suas costas de cavalinho? - Sim, mas só depois de se arrumar. Corre para o quarto gritando toda feliz. - Já vou para a livraria. Diana diz beijando meus lábios e levando as xícaras para a pia. - Bom trabalho! Eu te amo! - Eu amo mais. Assim que chego ao jornal, sou recebido por um enorme sorriso. - E ai garanhão?!?!?!??! - Bom dia pra você também, Júlio. - Fiquei sabendo que uma certa minhoca mole, acertou o alvo da Diana. Soco seu braço rindo. - Vou te mostrar minha minhoca mole. Para o seu governo, minha mulher o chama de Joaquimconda. - Que porra de nome é esse? - Coisas da Diana. Tenho até medo do que pode vir dela para os bebês. Dulce hoje já começou a escolher os nomes. - Pode parando. Fala com o dedo erguido. - Diana me prometeu. - O que ela te prometeu? - No dia da merda toda com o Marcelo, me prometeu que daria meu nome ao pequeno Diniz Jordão. - Júlio Diniz Jordão???? - Sim, o pequeno JD. Fala e não consigo parar de rir. - Isso nos lembraria o passado de como tudo começou. - Sim, e me faria muito feliz. - Vamos ver o que Diana acha disso. Nem sabemos ainda se é menino. - Vai ser. O grande Júlio sente que vai vir o pequeno Júlio. ******************** O resto do dia passou voando e só consegui pensar na consulta e na possibilidade de ver nosso bebê pela primeira vez. - Júlio, avise o James que já estou indo. Vou para a primeira consulta da Diana. - Beleza! Manda um beijo para ela, Dulce e o pequeno Júlio. Reviro os olhos rindo e ele ri da minha cara. Entro no carro e sigo para a nossa consulta. Assim que paro o carro em frente a clínica, vejo Diana e Dulce me esperando. - Demorou muito, papai. - Mas ainda nem deu o horário, filha. Ela sorri e pula no meu colo. - Eu quero muito ver o bebê. - Eu também, meu bem. Beijo os lábios de Diana e ela me abraça. - Vamos logo! Afasta-se me puxando pela mão e sigo com Dulce no colo. ********** Após fazer a ficha seguimos para a sala de espera. - Júlio me contou sobre o acordo. Diana me olha sem entender. - Pequeno Júlio. Ela começa a rir. - Ele lembrou? - Sim, e disse que vai cobrar. - Ficaria estranho Júlio Jordão Diniz. - Ele disse Júlio Diniz Jordão. - JD? - Sim, o pequeno JD. Sorri e se aproxima da minha boca. - Gosto de JD e aprovo Júlio. - Também gostei, mas não diga isso a ele. - Pode deixar. - Diana Jordão. Uma enfermeira surge chamando a Diana e seguimos para a sala da medica. Faz algumas perguntas sobre o medicamento que ela usava antes e como descobriu a gravidez. - Então pelas suas contas esta de aproximadamente dois meses? - Sim. Diana diz radiante para a médica. - Vamos verificar fazendo um ultrassom. Minha mulher deita na maca com um avental e abre as pernas. - Segura a minha mão mamãe, assim não vai doer tanto. Dulce diz estendendo sua pequena mãozinha e Diana pega sorrindo. A médica inicia o ultrassom e então a imagem aparece. Faz algumas marcações e estou ansioso. - Mamãe, você errou as contas. A médica diz sorrindo e vejo pequenos bracinhos e pequenas perninhas se mexendo. Mexe em algumas coisas e parece achar graça. - Você esta de quase quatro meses. Diana me olha assustada. - Você engravidou na nossa primeira noite. Sussurro com um enorme sorriso. - Tem certeza doutora? - Sim. Responde mostrando nosso bebê perfeito na tela e sinto que meu coração vai explodir de tanta felicidade. Me sento ao seu lado e beijo seu rosto. - Nosso bebê esteve ai o tempo todo. Digo beijando seus lábios e vejo-a chorando. - O que foi? - Nada, só estou muito feliz. Ele foi feito no dia mais lindo possível. Seu sorriso é tão lindo que desejo que nosso bebê tenha o sorriso dela, assim como seus olhos. Então um som lindo ecoa na sala. - Esse é o coraçãozinho batendo. A médica anuncia e começo a chorar. - Coração acelerado. Comento sorrindo e vejo Dulce chorando. - Eu amo o miniminimini Diniz. Fala limpando o rostinho. - Posso dar um palpite sobre o sexo. Querem? - Sim! Respondemos todos juntos. - Diria que 80% de chance de ser um belo garotão. Olha aqui! Aponta para um pequeno pipi e começo a rir. - Nosso pequeno Júlio.

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